Grupo de turistas europeus sequestrado em Camarões é libertado

Iaundé, 4 abr (EFE).- Doze turistas europeus foram libertados pelo Exército de Camarões após ser sequestrado na segunda-feira por um grupo separatista da zona anglófona de Camarões, informaram as autoridades citadas nesta quarta-feira pela imprensa local.

"Os sete turistas suíços e cinco italianos libertados foram sequestrados na segunda-feira em Nguti, no sudoeste", indicou o ministro de Comunicação, Issa Tchiroma Bakary, em uma coletiva de imprensa na terça-feira, publicada hoje pelo portal "Cameroun Link".

Os turistas visitavam dois lagos surgidos de crateras no monte Manenguba com a empresa Groupe African Adventure, quando foram sequestrados na segunda-feira por um braço armado dos grupos separatistas da zona, informou hoje o jornal "Cameroon Tribune".

Após várias horas sequestrados, uma operação do Exército, que acabou com a vida de "uma dezena de terroristas", segundo o ministro, conseguiu a libertação dos turistas, que estão bem e na capital camaronesa, Yaundé.

O conflito anglófono em Camarões se agravou nos últimos meses com a aparição de grupos armados como as Forças de Defesa da Ambazonia, cujos enfrentamentos com as forças de segurança deixaram numerosas vítimas mortais.

Os últimos números oferecidos pelas autoridades nigerianas falam de mais de 40 mil camaroneses anglófonos que se refugiaram no país vizinho devido ao conflito.

Camarões foi colônia britânica e francesa até 1960, quando se independentizou de ambas potências e instaurou um Estado federal até a realização de um referendo em 1972, que unificou o país.

Desde então, o inglês e o francês são idiomas co-oficiais e convivem junto com outras 250 línguas locais.

No entanto, a minoria anglófona se queixa de marginalização com relação à maioria francófona em matéria de distribuição da riqueza e que o inglês é considerado uma língua secundária, por isso que exigem a volta ao federalismo ou a independência destas regiões. EFE