Procuradoria belga confirma que detido em Antuérpia é francês e portava armas

Bruxelas, 23 mar (EFE).- A procuradoria federal da Bélgica confirmou nesta quinta-feira que o homem detido em Antuérpia após entrar em alta velocidade com seu veículo no principal bulevar da cidade é um francês que levava no porta-malas armas brancas, uma escopeta atordoante e uma vasilha "com conteúdo indeterminado".

O órgão também indicou que se trata de Mohammed R., nascido em 1977, com nacionalidade francesa e domiciliado na França, segundo um comunicado.

O detido conduzia por essa cidade do norte da Bélgica "a uma velocidade muito elevada" nos arredores do bulevar, volta das 10h45 da manhã, pondo "em perigo" os pedestres, e fugiu quando um grupo de militares tentou interceptar o veículo, acrescentou o Ministério Público.

"À vista dos primeiros elementos recolhidos e levando em conta o ocorrido ontem em Londres, o caso está nas mãos da procuradoria federal", indicou o órgão ministerial belga, que ressaltou que não dará mais dados "no interesse da investigação".

Os serviços de Defesa da Bélgica estão analisando neste momento o veículo interceptado.

Segundo a emissora pública "VRT", o homem é conhecido pelas autoridades por posse ilegal de armas.

O chefe de polícia da Antuérpia, Serge Muyters, afirmou que "os pedestres tiveram que pular para fugir do carro", que não deixou feridos.

"Nossos colegas de Defesa o localizaram e tentaram detê-lo, mas o motorista estava fora de controle e passou por um semáforo vermelho" em direção ao rio, acrescentou.

Muyters ressaltou que "há vigilância reforçada nos lugares movimentados da cidade" e que pediu "pessoal extra" ao Ministério da Defesa.

Na área se posicionou também uma equipe de policiais e a Polícia Judicial Federal abriu uma investigação.

O incidente de Antuérpia acontece um dia após um atentado com um veículo no centro de Londres que deixou três mortos e foi reivindicado pelo grupo terrorista do Estado Islâmico.

Ontem foi também o primeiro aniversário dos atentados jihadistas contra o aeroporto e a rede de metrô de Bruxelas, nos quais três terroristas suicidas assassinaram 32 pessoas. EFE