Avião vindo da Índia com 2 milhões de doses da vacina de Oxford chega ao Brasil

João Conrado Kneipp
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Carregamento com doses da vacina de Oxford, vindas da Índia, chegou no fim da tarde desta sexta-feira (22). (Foto: Reprodução/GloboNews)
Carregamento com doses da vacina de Oxford, vindas da Índia, chegou no fim da tarde desta sexta-feira (22). (Foto: Reprodução/GloboNews)

Pousou no Brasil o avião que transportava os dois milhões de doses da vacinas contra Covid-19, importadas da Índia. A aeronave, da companhia Emirates, aterrissou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), no fim da tarde desta sexta-feira (22).

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, acompanhou a chegada da carga, juntamente com os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e das Comunicações, Fábio Faria.

Os imunizantes são desenvolvidos pela biofarmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, e foram produzidas no Instituto Serum, o maior fabricante de vacinas do mundo.

Segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), os imunizantes estarão prontos para uso no sábado (23) à tarde. Até lá, serão feitos procedimentos de checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem e etiquetagem.

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Após os trâmites alfandegários, seguirá em aeronave da Azul para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, de onde partirá para a Fiocruz.

O lote dessa vacina --que era a aposta inicial do governo federal para deflagrar o plano de imunização-- atrasou uma semana para chegar ao país, segundo os planos iniciais do governo. A Índia havia apenas enviado remessas de vacinas gratuitas a países vizinhos.

Agora, liberou as comerciais, e Brasil e Marrocos são os primeiros beneficiados.

USO EMERGENCIAL DAS VACINAS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia autorizado ainda no domingo o uso emergencial dessas doses da vacina.

Após o aval da Anvisa no domingo, o Brasil iniciou a vacinação contra Covid-19 em caráter emergencial com o uso inicialmente de 6 milhões de doses da chinesa CoronaVac.

Nesta sexta, o órgão regulador autorizou o uso emergencial de outros 4,8 milhões de doses da vacina chinesa, que foram envasadas no país pelo Instituto Butantan.