Familiares pedem a Putin que Rússia mantenha busca por submarino argentino

Buenos Aires, 3 jan (EFE).- Familiares dos 44 tripulantes do submarino argentino ARA San Juan, desparecido no Oceano Atlântico no último dia 15 de novembro, enviaram uma carta ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, pedindo que ele não retire o apoio do país nas operações de busca pela embarcação.

"Queremos agradecer todo apoio fornecido à Marinha argentina, com toda a tecnologia de inspeção e resgate sob a água, e pedi-lo que não retire a ajuda até resgatar o ARA San Juan", afirmaram os parentes das vítimas na carta, obtida pela Agência Efe.

A iniciativa foi tomada depois de o porta-voz da Marinha da Argentina, Enrique Balbi, ter anunciado que o órgão analisa a possibilidade de contratar uma empresa para realizar as buscas caso a Rússia, único país que segue colaborando com os trabalhos, retire o apoio dado com o navio Yantar e com o dispositivo Panther Plus.

O submarino Atlantis, dos Estados Unidos, abandonou a operação na última quarta-feira para continuar as tarefas que realizava antes do desaparecimento do ARA San Juan.

"Tratamos de materializar o pedido que estamos fazendo para nosso governo e o estendemos à Rússia para que não nos deixem. E, se for possível, que eles forneçam mais meios para nos ajudar", afirmou à Efe Luis Tagliapietra, pai do tripulante Alejandro Damían.

Para ele, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, não está usando "todos os recursos disponíveis" para encontrar o submarino, uma promessa feita depois do acidente.

A Marinha da Argentina informou hoje que permanecem atuando nos trabalhos de busca três navios: o ARA Sarandí, o ARA Ilhas Malvinas, que leva o Panther Plus, e o Yantar.

"Vamos continuar lutando e usando todos os meios possíveis para chegar ao nosso objetivo que encontrar todos os entes queridos, estejam como e onde estejam", concluiu Tagliapietra. EFE