Mãe de Eliza detona vaquinha para Bruno: "Tortura sem fim"

Bruno Fernandes deve três anos de pensão alimentícia ao filho que teve com Eliza Samúdio. Foto: Cristiane Mattos/AFP via Getty Images
Bruno Fernandes deve três anos de pensão alimentícia ao filho que teve com Eliza Samúdio. Foto: Cristiane Mattos/AFP via Getty Images

A notícia de que na última quinta-feira (11), a Justiça decretou a prisão do ex-goleiro Bruno por atraso no pagamento da pensão alimentícia para seu filho com Eliza Samúdio, fez com que a mãe de Eliza, Sônia Moura, se manifestasse sobre o processo judicial.

Bruno deve cerca de R$ 90 mil referente a pensão alimentícia ao filho de 12 anos que teve com a modelo. O valor está atrasado em 3 anos e deveria ser pago em parcelas mensais de dois salários mínimos, desde o início de 2020.

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O ex-goleiro cumpre pena em regime aberto pelo assassinato de Eliza Samúdio, em 2010, e em maio já enfrentou outro pedido de prisão pelo atraso, naquela oportunidade feito pela Justiça do Mato Grosso do Sul.

Advogados de defesa de Bruno fizeram um pedido de habeas corpus na Justiça fluminense que foi negado nesta terça-feira (17), sendo mantido o pedido de prisão.

Em entrevista ao portal Uol, Sônia Moura, avó da criança falou da situação e criticou a vaquinha anunciada pela atual esposa do ex-goleiro, que já teria arrecadado mais de R$ 19 mil, através de 197 apoiadores.

“Parece que essa história nunca vai ter fim. É uma tortura. Me sinto em uma novela mexicana. É só chororô atrás de chororô e não tem desenrolar. Qualquer um pode fazer vaquinha, mas eu acredito que ele esteja fazendo isso para arrecadar um dinheiro que ele já tem. Não porque se importa com o filho, porque nunca se importou, mas para não ser preso”, desabafou.

A avó conta que recebeu uma proposta recente de acordo que considerou aceitável. "Dentro das possibilidades dele [Bruno], que fala que não tem dinheiro, ficaria uma situação boa para o Bruninho", afirmou.

Só que no dia seguinte foi feita outra proposta onde seriam pagos R$ 30 mil e o restante viria depois, em 12 parcelas que foi rejeitada. "Quem me garante que ele ia cumprir esse acordo? Eu não tinha essa garantia. Ele podia muito bem depositar os R$ 30 mil e depois falar 'bem, paguei os R$ 30 mil, não vou pagar o restante, porque ai não ia ter a prisão", disse.

Questionada sobre a vaquinha, Sônia criticou o uso do nome do neto, Bruninho, que segundo ela sabe de tudo que acontece e questiona se o pai será preso e se pagará a pensão. "A responsabilidade é dele, vem de anos, ele sabia que em algum momento poderia ser preso. Vamos ver se eles vão prestar conta disso, o que é que eles vão fazer se houver um dinheiro a mais, se é que eles vão encerrar essa vaquinha quando atingir o objetivo, ou vão continuar."

Bruno está jogando pelo Atlético Carioca, de São Gonçalo, na quinta divisão estadual e no começo do ano abriu uma loja de açaí em São Pedro da Aldeia. Além de Bruninho, ele tem outras três filhas e é casado.