Único remanescente de clube 'mais brasileiro' da Rússia, Ayrton tenta superar adeus de compatriotas

Ex-jogador do Fluminense e titular absoluto do Spartak, lateral fala sobre a vida e nova temporada na Rússia. (Foto: Epsilon/Getty Images)

Fábio Paine

Quando foi contratado pelo Spartak Moscou em dezembro, o lateral-esquerdo Ayrton chegou ao clube moscovita para ser o quarto atleta do Brasil no elenco.

Já integravam a equipe Fernando, Luiz Adriano e Pedro Rocha. Isso fazia do clube o mais brasileiro da Rússia.

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Oito meses depois, a situação é bem diferente para o nordestino.

Passou a ser o único brasileiro do elenco.

Pedro Rocha já havia deixado o clube em abril por empréstimo para defender o Cruzeiro. Na semana passada, Fernando acertou a ida para a China e Luiz Adriano foi anunciado pelo Palmeiras.

"É um ruim que eles tenham ido embora. Eram caras que eu via todo dia, conversávamos. Amigos que me ajudavam bastante, principalmente o Fernando e o Luiz Adriano que entendiam russo e me traduziam as coisas. Mas faz parte do futebol. Sabemos que cada dia podemos estar em um lugar diferente", disse o lateral.

"Sempre torcerei por eles onde quer que estejam. E mesmo sem eles seguirei fazendo o meu trabalho".

Em Moscou, Ayrton vive com a esposa e o filho Théo de apenas um mês de idade, quem levou no colo na entrada do clássico com o Dinamo no último sábado.

Ainda sem falar russo, conta com a ajuda do tradutor do clube e da esposa do seu motorista que fala um pouco de português. No momento, porém, está buscando um professor.

"É um idioma difícil, mas é importante aprender. O tradutor do clube sempre ajuda nos treinos e nos jogos. Mas fora do clube ele não está. Então eu preciso", afirmou.

Em campo, Ayrton é titular absoluto do Spartak. Atuou do começo ao fim nos quatro jogos da equipe na temporada na qual o Spartak soma cinco pontos e ocupa a 11 colocação.

"Estamos devendo um pouco no campeonato e não tem sido um início fácil com tantos jogadores saindo e outros ainda chegando. Passamos por uma reformulação com o campeonato em andamenro.Temos de evoluir o mais rápido possível para brigar na parte de cima da tabela", afirmou.

Outro desafio para o Spartak é se classificar para a fase de grupos da Liga Europa. Terá de passar por duas fases classificatórias, a primeira delas a partir desta quinta-feira contra o Thun (SUI).

"Temos de entrar nesta fase de grupos, fazer uma boa Liga Europa", afirmou.

Ayrton também considerou positiva a chegada do brasileiro Malcom ao Zenit. Para ele isso poderá trazer mais atenção ao campeonato russo.

O Spartak também trouxe um atleta de renome internacional, André Schürrle, campeão mundial com a Alemanha em 2014.

"É uma honra poder atuar ao lado de um campeão do mundo. Vimos que tem muita qualidade. Vai acrescentar muito", completou.

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