Azerbaijão acusa Armênia de matar 21 civis em ataque com mísseis

Emil GOULIEV con Mariam HARUTYUNYAN en Ereván
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Dos hombres frente a una tienda que sufrió daños tras el lanzamiento de misiles contra Barda, el 28 de octubre de 2020
Dos hombres frente a una tienda que sufrió daños tras el lanzamiento de misiles contra Barda, el 28 de octubre de 2020

O Azerbaijão acusou nesta quarta-feira (28) a Armênia de ter matado 21 civis e ferido várias dezenas em ataques com mísseis contra Barda, perto de Nagorno Karabakh, as piores vítimas civis em um mês de combates naquela região separatista. 

A Armênia negou ter realizado o ataque, o segundo em dois dias que matou civis na região de Barda, e acusou as forças do Azerbaijão de terem bombardeado áreas povoadas de Nagorno Karabakh. 

Esses ataques e acusações mútuas decorrem do fracasso de um cessar-fogo assinado sob a égide dos Estados Unidos, que deveria entrar em vigor na segunda-feira, mas foi rompido quase após sua entrada em vigor. 

O conselheiro presidencial do Azerbaijão, Hikmet Hajiyev, acusou as forças armênias de dispararem mísseis Smerch contra Barda e usar bombas coletivas. 

De acordo com o gabinete do procurador-geral do Azerbaijão, o ataque atingiu um bairro, matando 21 civis e ferindo pelo menos outros 70. 

Na terça-feira, Baku já havia acusado a Armênia de ser responsável pela morte de quatro civis, incluindo um bebê, após um ataque com míssil a Barda. 

Essas perdas são as mais graves para os civis do lado do Azerbaijão, após a morte de 13 pessoas no bombardeio de 17 de outubro em Gandja, a segunda cidade do país. 

Uma porta-voz do Ministério da Defesa da Armênia, Shushan Stepanyan, chamou as acusações do Azerbaijão de "falsas e infundadas", assim como Yerevan havia feito na terça-feira. 

A Armênia afirma, em vez disso, que as forças do Azerbaijão bombardearam duas cidades em Nagorno Karabakh, matando um civil e ferindo outros dois.

- Tréguas fracassadas -

Ambos os lados relataram que os combates continuavam em várias áreas da linha de frente na região montanhosa do Cáucaso e alegaram que ambos estavam no controle da situação.

Azerbaijão e Armênia lutam pela região de Nagorno Karabakh desde que separatistas armênios apoiados por Yerevan tomaram o controle da área em uma guerra na década de 1990, após a desintegração da União Soviética que deixou 30.000 mortos. 

Desde a retomada dos combates em 27 de setembro em Nagorno Karabakh, as tropas do Azerbaijão ocuparam territórios que estavam fora do controle de Baku desde 1990. 

De acordo com balanços parciais, cerca de 1.120 pessoas, incluindo cem civis, morreram após o início dos combates, enquanto o presidente russo Vladimir Putin falou em quase 5.000 mortos. 

Até agora, a comunidade internacional não foi capaz de negociar uma trégua duradoura e, acima de tudo, uma solução pacífica para o conflito, e tanto o Azerbaijão quanto a Armênia têm sido bastante inflexíveis.

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