Aziz ironiza dono da Precisa após "fugir" da CPI: "Já tem cidadania da Índia?"

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Presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz, e o sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz, e o sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
  • "O senhor, várias vezes, deixou de comparecer porque estava na Índia", disse Omar Aziz

  • O empresário, Francisco Maximiano, cancelou por outras quatro vezes seu depoimento à CPI

  • Ele é sócio da Precisa Medicamentos, que representou o laboratório indiano Bharat Biotech

O presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD-AM), questionou, em tom de ironia, se Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, havia obtido cidadania indiana. "O senhor já tem cidadania da Índia? Porque o senhor vai muito à Índia. Então, eu pensei que o senhor estava tirando a cidadania da Índia. O senhor, várias vezes, deixou de comparecer porque estava na Índia", perguntou.

O empresário cancelou por outras quatro vezes seu depoimento à CPI e, em pelo duas delas, o motivo foi a viagem dele para a Índia.

A Precisa Medicamentos fez a representação do laboratório indiano, Bharat Biotech, que produz a vacina Covaxin. A empresa tornou-se alvo de investigação da comissão depois que o servidor do Ministério da Saúde, Luiz Ricardo Miranda, afirmou que sofreu uma pressão incomum para assinar o contrato de compra do imunizante.

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A dose da Covaxin foi negociada ao preço de US$15 cada. No total, seriam compradas 20 milhões de doses e o contrato seria de R$1,6 bilhão. No mês passado, o Ministério da Saúde confirmou o cancelamento do acordo.

Logo depois da pergunta de Omar Aziz, o advogado de Maximiano começou a responder dizendo que muito havia se falado "na imprensa" que o depoente havia fugido da CPI. Aziz pediu, então, que o próprio empresário respondesse ao questionamento e ele negou que tivesse cidadania indiana.

Expectativa da semana

<p>Em entrevista ao Yahoo! Notícias, o presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), falou sobre como serão os trabalhos da comissão nas próximas semanas, com o aprofundamento das revelações já feitas até o momento, e também sobre o cenário político do país diante das declarações e atitudes do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores.</p>
Em entrevista ao Yahoo! Notícias, o presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), falou sobre como serão os trabalhos da comissão nas próximas semanas, com o aprofundamento das revelações já feitas até o momento, e também sobre o cenário político do país diante das declarações e atitudes do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores

O presidente da CPI disse, no início da semana, sobre o depoimento de Maximiano, que "a novidade" seria "quem são as pessoas responsáveis por esses fatos".

"A Precisa não é fato novo. Não dá para esperar que o Maximiano chegue lá e conte para a gente tudo aquilo que vocês estão esperando", afirmou o senador ao falar sobre a audiência.

"Ele vai tentar fugir, vai tentar negar, vai tentar não contar. Mas nós temos que ter habilidade pra tentar tirar o máximo possível. Então, não tem mais novidade em relação aos fatos que ocorreram em relação à pandemia. A novidade é quem são as pessoas responsáveis por esses fatos", detalhou o senador.

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