Azul confirma interesse, mas recusa oferta de compra da LATAM

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An Embraer ERJ-190AR airplane of Azul Brazilian Airlines prepares to land at Santos Dumont airport in Rio de Janeiro, Brazil March 21, 2019. Picture taken March 21, 2019. REUTERS/Sergio Moraes
Para Azul, valor atribuído a Latam foi mais alto do que acredita ser aceitável. Foto: REUTERS/Sergio Moraes
  • Para Azul, valor atribuído à Latam foi mais alto do que acredita ser aceitável;

  • Grupo está em recuperação judicial nos Estados Unidos;

  • LATAM entrou com plano de reorganização na última sexta;

A Azul confirmou nesta segunda-feira (29) que fez uma oferta para aquisição do grupo chileno de aviação LATAM Airlines, que está em recuperação judicial, mas afirmou que desistiu do negócio para se concentrar em suas próprias operações. De acordo com informações da agência Reuters, em comunicado enviado ao mercado no final do domingo, a Azul afirmou que vai considerar potenciais parcerias no futuro com a empresa chilena.

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A Azul afirmou que a oferta não vinculante enviada em 11 de novembro incluía cerca de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 28 bi) em financiamento e era apoiada por alguns credores da empresa chileno-brasileira. A empresa acrescentou, porém, que o valor atribuído à LATAM foi mais alto do que acredita ser aceitável e para isso, citou a incerteza para a indústria da aviação criada pela pandemia de Covid-19, principalmente em mercados de longa distância, como um dos motivos da desistência no momento. 

LATAM entrou com plano de reorganização na última sexta

A LATAM entrou com um plano de reorganização na sexta-feira, no qual propôs uma injeção de capital de US$ 8,19 bilhões (R$ 46,07 bi) no grupo em uma tentativa de sair da falência. Segundo a Reuters, a empresa aérea chileno-brasileira afirmou anteriormente que recebeu diversas ofertas para financiar sua saída da recuperação judicial, cada uma avaliada em mais de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 28 bi).

Por outro lado, a Azul informou no comunicado deste domingo que acredita que uma parceria com a LATAM produziria sinergias de mais de US$ 4 bilhões (R$ 22,5 bi). "Como resultado, a Azul vai continuar a se concentrar em suas vantagens competitivas e flexibilidade de frota, e avaliar futuras parcerias e oportunidades de consolidação disponíveis no mercado", afirmou a Azul no comunicado.

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