Bélgica assinala 20 anos da despenalização da eutanásia

Bélgica assinala 20 anos da despenalização da eutanásia

A Bélgica assinala este sábado 20 anos da legalização da eutanásia. No país, 24 mil pessoas optaram pela morte medicamente assistida, o que corresponde a 2% das pessoas que morrem todos os anos.

Marc Decroly já acompanhou mais de uma centena de doentes. O médico diz que a eutanásia "é um tratamento como qualquer outro e que a diferença é que é um tratamento final". Sublinha que “vários figuras reconhecidas, pelo menos das universidades católicas, tomaram uma posição e expressaram a ideia de que uma lei pode ser humanista, mesmo que vá contra certas regras da Igreja que talvez já não correspondam completamente à sociedade atual”.

Catherine Rombouts mostra a fotografia da mãe tirada três horas antes de morrer por eutanásia, e diz que desta forma pode ficar com uma imagem de uma mulher lutadora, que nunca foi uma vítima.

Há certos requisitos que devem ser satisfeitos para que uma pessoa possa pedir a eutanásia: A lei prevê condições físicas e psiquiátricas. É preciso sofrer de uma doença física ou psicológica constante e insuportável que não pode ser curada.

Embora os Países Baixos, Bélgica, Luxemburgo e Espanha tenham legalizado a eutanásia, a questão continua a ser delicada na União Europeia. Alguns estados membros têm pressionado o Parlamento Europeu para avançar com uma posição política.

Em Portugal, o Chega quer um referendo à eutanásia "o mais rápido possível", e entregou na Assembleia da República um pedido para a proposta ser discutida no dia 9 de junho, quando o PS levar a plenário um projeto de lei para a despenalização da morte medicamente assistida.

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