Bélgica expulsa ativistas que planejavam queimar exemplar do Corão

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Aula de estudos corânicos no Instituto Europeu de Ciências Humanas em Saint-Leger-de-Fougeret, centro da França, em 28 de otubro de 2020
Aula de estudos corânicos no Instituto Europeu de Ciências Humanas em Saint-Leger-de-Fougeret, centro da França, em 28 de otubro de 2020

Autoridades belgas prenderam e expulsaram cinco ativistas dinamarqueses de extrema direita que planejavam provocar muçulmanos na Bélgica queimando um exemplar do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, informaram fontes oficiais nesta quinta-feira (12).

O secretário de Estado belga para Asilo e Migração, Sammy Mahdi (filho de um refugiado iraquiano), disse que os cinco "receberam ordem de deixar o país imediatamente, o que já fizeram".

A permanência dos ativistas "foi rejeitada porque esses homens representam uma séria ameaça à ordem pública na Bélgica", acrescentou Mahdi.

De acordo com a página de seu grupo no Facebook, os presos são membros do "Stram Kurs" ou "Hard Line", um movimento liderado pelo militante dinamarquês anti-islâmico e anti-imigração Rasmus Paludan.

Segundo a publicação, Paludan foi preso na França e também foi expulso.

"Stram Kurs" é conhecido na Escandinávia por atos provocativos e as autoridades belgas acreditam que o grupo planejou a queima do Alcorão em Molenbeek, um distrito de Bruxelas com uma grande população marroquina.

O suposto plano faz parte do caso enviado pela polícia ao Ministério Público de Bruxelas, disse à AFP uma fonte próxima à investigação.

Os confrontos eclodiram em agosto em Malmo, no sul da Suécia, depois que provocadores de extrema direita queimaram um Alcorão. Moradores protestaram atacando a polícia e vários agentes ficaram feridos.

Paludan, um advogado que vive na Dinamarca, era inicialmente esperado para assistir à manifestação, mas as autoridades suecas o impediram de entrar no país.

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