Após novo revés judicial, Lula diz que "democracia não é regra, mas exceção"

São Paulo, 26 mar (EFE).- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que "a democracia no país não é a regra, mas a exceção", após saber que o tribunal de segunda instância que lhe condenou a 12 anos de prisão por corrupção rejeitou os recursos apresentados pela sua defesa.

"Descobri com o golpe que a democracia nesse país é algo temporário. Não é a regra, mas a exceção", declarou Lula em um ato em Foz do Iguaçu, que faz parte da sua caravana pelo sul país.

Os três magistrados da oitava turma do Tribunal Regional Federal da Quarta Região de Porto Alegre (TRF4) desprezaram hoje por unanimidade os recursos apresentados pelos advogados de Lula.

No entanto, Lula não poderá ser preso até o próximo dia 4 de abril, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar um habeas corpus apresentado pela defesa e que alega que a prisão não pode ser concretizada até que se esgotem todos os recursos possíveis em instâncias superiores.

Após a denúncia do PT de que "milícias com caraterísticas fascistas" ameaçavam a caravana, grupos contrários a Lula agrediram simpatizantes do ex-presidente com pedras e ovos em Foz do Iguaçu.

Por outro lado, em São Paulo, algumas dezenas de pessoas a favor de Lula se manifestaram durante o julgamento do TRF4 na Avenida Paulista, para pedir a liberdade do ex-presidente.

Lula foi condenado no último dia 24 de janeiro em segunda instância a 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. EFE