Hamas abre fronteira de Gaza para doentes e parentes de presos

Gaza, 27 mar (EFE).- O movimento islamita Hamas autorizou nesta segunda-feira a saída de dezenas de palestinos da Faixa de Gaza para comparecer a consultas médicas na Cisjordânia e Israel, assim como visitar familiares de presos, depois do fechamento de fronteiras decretado no domingo pelo assassinato de um de seus líderes.

Podem se beneficiar da medida, por um lado, aqueles palestinos que precisam de assistência médica urgente fora da Faixa e, por outro, familiares de presos palestinos que cumprem pena em prisões israelenses, disse o porta-voz do Ministério do Interior, Iyad al Buzm.

Em comunicado aos veículos de imprensa, o porta-voz explicou que a passagem de Beit Hanoun, no norte da Faixa, estará aberta "até novo aviso" para mulheres de todas as idades, homens menores de 15 anos e maiores de 45, além dos doentes de qualquer idade.

O Hamas decretou o fechamento de fronteiras após o assassinato na sexta-feira de um de seus altos comandantes, Mazen Fuqaha, em um fato que é ainda investigado, mas do qual seus porta-vozes acusaram os serviços secretos israelenses.

Homens armados não-identificados dispararam quatro tiros com uma arma com silenciador contra Fuqaha, que tinha sido libertado de uma prisão israelense no marco do acordo de troca de prisioneiros entre o movimento islâmico e Israel de 2011.

Fontes do Hamas esclareceram que a passagem fronteiriça segue inacessível para pessoal estrangeiro, principalmente diplomatas, voluntários, funcionários de agências internacionais e jornalistas.

Gaza está sob bloqueio israelense desde que o Hamas tomou o controle da Faixa em 2007, e é excepcionalmente raro que o movimento islamita feche suas fronteiras. EFE