Bélgica repatria 16 crianças, filhos de extremistas, e seis mães de campo de refugiados da Síria

A Bélgica repatriou 16 crianças, filhos de extremistas, e seis mães, todos de nacionalidade belga, de um campo do nordeste da Síria sob controle curdo.

A informação foi antecipada pela rádio e televisão RTBF e confirmada pelo gabinete do primeiro-ministro belga, Alexander De Croo.

Esta foi a maior operação de ponte aérea do tipo realizada pela Bélgica para repatriar as famílias dos extremistas da Síria desde a queda do grupo islamita Estado Islâmico (EI) em 2019.

"Foi a fase final de uma operação para repatriar 16 crianças belgas, acompanhadas de mães de nacionalidade belga", afirmou o Ministério Público.

Uma fonte judicial informou à AFP que todas as crianças têm menos de 12 anos e, ao lado das mães, foram retiradas do campo de refugiados de Al Hol, controlado por curdos, para atravessar a fronteira com o Iraque pela estrada antes da viagem de avião.

A RTBF informou que as mães já haviam sido condenadas na Bélgica por participar nas atividades de um grupo "terrorista".

Após o desembarque no país, todos foram colocados aos cuidados dos serviços judiciários belgas. As crianças devem passar por exames médicos antes de serem entregues aos serviços de protecão de menores.

Desde 2012, mais de 400 belgas viajaram à Síria para lutar ao lado do grupo extremista EI.

Em março de 2021, o primeiro-ministro Alexander de Croo disse que a Bélgica deveria fazer todo o possível para garantir o retorno seguro dos filhos com menos de 12 anos de jihadistas belgas.

Em julho de 2021, a Bélgica repatriou 10 crianças e seis mães de outro campo na Síria.

mad/del/agh/an/fp

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