B.I é indiciado por uso de drogas de 5 anos atrás, uma semana após lançar 1º álbum solo

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O cantor sul-coreano Kim Han-bin, de 24 anos, mais conhecido pelo nome artístico B.I, foi indiciado no último dia 28 por "violação da lei sobre o controle de narcóticos", conforme noticiou a imprensa local nesta segunda-feira, dia 7, citando informações da promotoria do Distrito Central de Seul. Embora seja suspeito de ter comprado maconha e LSD em 2016 para uso pessoal e tenha deixado o grupo iKon em 2019, ele iniciou carreira solo e lançou, há uma semana, o disco "Waterfall", seu primeiro álbum completo.

A agência IOK Company se pronunciou nesta terça-feira, 8, sobre a acusação e explicou suas razões para divulgar o trabalho do rapper, mas também pediu desculpas por promover o lançamento enquanto o caso não foi concluído pelas autoridades.

"Pedimos desculpas pelo fato de termos lançado seu álbum recente em meio à controvérsia desconfortável de nosso artista, resultando na situação atual. Também pedimos desculpas sinceramente pelo fato de que, por meio de nossas ações talvez um tanto precipitadas, demos aos fãs, que enviaram seu apoio e incentivo, motivo de preocupação. No momento, nosso artista aguarda o encerramento de seu caso", afirmou a IOK.

Segundo a empresa, o cantor foi submetido nove vezes a testes de drogas ao longo de 2020 durante a investigação policial. Diante da situação, a IOK disse ter discutido o caso internamente, se preocupando "incessantemente sobre a direção que ele deveria tomar no futuro".

"Ainda que o artista e nossa empresa reconhecessem seus erros passados ​​e fossem incapazes de reverter coisas que já haviam acontecido, ponderamos sobre como ele poderia viver o resto de sua vida como um membro mais honesto da sociedade e que direção poderia tomar para mostrar sua utilidade para o mundo", argumentou a gravadora. "Em vez de apenas recuar ou continuar a refletir, esperávamos que nosso artista fosse capaz de usar a influência que já exercia de uma forma que ajudasse a sociedade, mesmo que apenas um pouco".

A agência ressaltou que o EP "Midnigh blue (Love streaming)", lançado em março, teve seu lucro todo destinado a instituições de caridade.

"E pudemos sentir por nós mesmos que a música poderia ser uma ajuda maior para a sociedade do que pensávamos", completou. "Com essa mesma intenção e o desejo de mostrar a música que (B.I) preparou até agora, acabamos lançando seu recente álbum".

A gravadora destacou ainda que continuará apoiando o cantor "com uma atitude sincera de desculpas e a mentalidade de sempre refletir sobre o passado e não repetir os erros".

"Apoiaremos nosso artista para ajudá-lo a viver sua vida como um membro maduro e honesto da sociedade", acrescentou.

Também no dia 28 de maio, o ex-CEO da agência YG Entertainment, Yang Hyun Suk, envolvido em outras polêmicas, foi indiciado por ameaça após tentar encobrir o uso de drogas por B.I, que à época integrava o iKon, grupo sob o selo da YG. Segundo uma testemunha, haveria um concluio entre a gravadora e a polícia para abafar as suspeitas. Uma reviravolta ocorreu em junho 2019, quando esta testemunha denunciou o caso para a Comissão Anticorrupção e Direitos Civis. A partir de então, o caso foi encaminhado para a promotoria. Yang Hyun Suk negou as acusações.

A audiência de Yang Hyun Suk foi agendada para o próximo dia 25, e a B.I para 9 de julho.

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