B3 libera negociação contínua de ações da IRB após reação negativa do mercado

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
B3 voltou atrás em decisão sobre os papéis da IRB. (Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
B3 voltou atrás em decisão sobre os papéis da IRB. (Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)

A B3, bolsa de valores de São Paulo onde são negociadas as ações de empresas brasileiras, anunciou que liberará a negociação contínua dos papéis da resseguradora IRB. As informações são do Valor Econômico.

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Na semana passada, a B3 foi criticada por especialistas depois de limitar suas negociações, como forma de combater a “volatilidade” causada por um grupo de investidores que coordenam no momento uma movimento coletivo de compra do papel, considerado subvalorizado.

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“É negativo para o mercado, porque é uma medida muito restritiva. Não é assim que um mercado líquido opera normalmente, você tem mais dinâmica e pode operar com outros instrumentos. Quando fica assim, limita também as operações com derivativos, por exemplo”, disse um gestor ao Valor.

Os administradores do grupo de Telegram do short squeeze IRB lançaram um “manifesto” em que se posicionaram contra o que classificam como um “mercado injusto” controlado por poucos, e altamente manipulado.

"Quando um sistema é controlado por poucos, estes tiram proveito dos demais”, diz o texto repercutido pelo jornal Valor Econômico.

"Players institucionais sempre manipularam o mercado e nunca tiveram problema com isso, o sistema financeiro global quase colapsou em 2008 e até hoje os culpados não foram punidos. Recentemente no Brasil também tivemos manipulação de mercado e fraude em IRB e ninguém foi responsabilizado”, diz o texto.

"Essa injustiça motivou investidores pessoa física nos EUA a comprar ações da Game STOP e gerou alta de mais de 1000% dando prejuízo bilionário para os Hedge Funds, as ações tinha 140% do free float vendida, mais vendas do que ações. Esse sentimento de injustiça chegou no brasil, e esse grupo é a prova viva disso, em 24 horas já atingimos mais de 30 mil membros e isso é só o começo. Essa multidão se reunindo e mostrando a força dos investidores pessoa física é algo sem precedentes. Vamos lutar por um mercado mais justo!"

No grupo, a orientação é realizar as compras entre os dias 8 e 12 de fevereiro, e não vendê-las até 30 de abril.

“Temos uma arma poderosa nas mãos e precisamos usá-la da melhor forma possível”, escreveu um dos administradores do grupo, em mensagem replicada pelo Valor. “Inclusive cuidar para que não cometamos crime de manipulação do mercado. Então as orientações que vierem nunca serão de “ordem de compra ou venda”, mas de estratégias de investimento, onde unindo esforços poderemos acabar com a manipulação desse papel.”

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula o mercado de investimento em ações no Brasil, emitiu comunicado nesta sexta-feira, alertando que eventuais manipulações de mercado seriam analisadas e, em caso de comprovação, seus responsáveis punidos.

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