Bachelet diz que termina "pior" dos seis anos à frente do Chile

A presidente Michelle Bachelet é vista em 15 de novembro de 2015, em Manila, Filipinas

A presidente Michelle Bachelet admitiu que 2015 foi o "pior" dos seis anos que contabiliza à frente do governo chileno, um período em que viu sua popularidade despencar após a revelação de um caso de especulação imobiliária milionário envolvendo seu filho.

"Claramente, até agora, é o pior", afirmou Bachelet ao ser entrevistada pelo jornal Metro sobre o saldo deste 2015 como chefe de governo.

A socialista, que em março completou o primeiro ano de seu segundo mandato depois de um primeiro governo entre 2006 e 2010, confessou que está "ansiosa para o dia 31 de dezembro (...). Espero que tudo corra melhor".

"Eu não me refiro à minha avaliação nas pesquisas, mas tivemos alguns frutos das coisas que estamos fazendo para melhorar a vida de nossos compatriotas", disse Bachelet, que atingiu o menor nível de apoio popular em sua história como presidente, cerca de 22%.

A popularidade de Bachelet despencou depois que foi revelado o negócio milionário de especulação imobiliária realizado por seu filho mais velho, Sebastián Dávalos e sua esposa, Natalia Compagnon, ambos sob investigação por "informação privilegiada" e "tráfico de influência" pela compra e venda de terras no sul do Chile.