Bagdá anuncia assassinato de chefe do EI no Iraque

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Membros do grupo Estado Islâmico condenados à morte, em foto divulgada em 29 de junho de 2018 pelas autoridades iraquianas

O primeiro-ministro iraquiano, Mustafa al Kazimi, anunciou na quinta-feira (28) a morte de Abu Yaser al Isaui, apresentado como chefe no Iraque do grupo extremista Estado Islâmico (EI), do qual apenas algumas células clandestinas sobreviveram após sua derrota militar.

O anúncio foi feito uma semana depois de um duplo atentado suicida em um mercado de Bagdá que causou mais de 30 mortes e foi reivindicado pelo grupo extremista.

O país não sofria um ataque desse tipo no centro de uma cidade há três anos.

Abu Yaser al Isaui era, segundo especialistas, um membro sênior da organização que, em seu momento de maior expansão, passou a dominar um terço do território iraquiano e grandes áreas da Síria.

O EI está agora reduzido no Iraque a células isoladas em áreas desérticas e montanhosas.

Fontes de segurança iraquianas disseram à AFP na quarta-feira que a coalizão anti-EI liderada por Washington realizou "cinco ataques aéreos que mataram pelo menos 10 extremistas" na província de Kirkuk, ao norte de Bagdá.

Isaui seria uma das vítimas desses ataques, garantiu à AFP um alto comandante militar iraquiano.

Sob anonimato, o alto funcionário explicou que Abu Yaser al Isaui, cujo nome verdadeiro é Jabbar Salman Ali al Isaui, é um iraquiano nativo de Fallujah (oeste) e que foi emir da região ao norte de Bagdá, e depois no noroeste de Síria.

"Eu prometi e mantive minha palavra: nossa resposta ao EI foi como um trovão", tuitou o primeiro-ministro na quinta-feira.

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