Baixa adesão ao Enem tem reflexos na fila da prova na Universidade Mackenzie, em SP

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SÃO PAULO - A baixa adesão ao Enem, com os piores índices de inscritos desde 2005, reflete no entorno do principal local de prova da cidade de São Paulo, a Universidade Mackenzie, em Higienópolis, região central. Com cerca de 100 estudantes aguardando a abertura dos portões até às 11h42, o clima é de "concurso público", segundo moradores e comerciantes.

— Anos atrás você não conseguia nem andar na rua. Isso hoje está parecendo um concurso público de baixa adesão —, disse o aposentado Nestor Yahn, 79 anos, há 54 deles morador da Rua Itambé, onde fica o portão de acesso dos estudantes.

O reflexo da baixa adesão é visível na não utilização de alguns dos locais mais tradicionais de realização da prova na capital paulista, como a Universidade Nove de Julho, na Barra Funda, na zona oeste.

Comerciantes habituados ao exame também reclamaram da queda na movimentação.

Vendedor de caneta na porta de entrada de locais de vestibular há 12 anos, Edson Florêncio, 41, reclama do público alvo baixo.

— Já vi mais gente em vestibular do próprio Mackenzie —, disse.

A vendedora de sanduíche Natália Mendonça, 37, lamentou ter preterido o clássico entre Corinthians e Santos, que acontece às 16h na Arena Itaquera, pelo Campeonato Brasileiro.

— Escolhi com meu marido vir no Enem, mas tem muita pouca gente esse ano. Em jogo a gente vende mais cerveja pelo menos — , disse.

Dono de uma banca de jornais em frente ao portão do Mackenzie, Eduardo Miranda, 37, também apostou em vão nas canetas.

— E com o frio nem o público que sai para passear deu as caras. O dia está sendo ruim —, apontou.

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