Baleia Rossi diz que quer ser presidente de uma Câmara 'que não se vende por 30 moedas'

Victor Farias
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Candidato à presidência da Câmara, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) criticou nesta quinta-feira a "interferência excessiva do Executivo no Legislativo" e disse que quer ser presidente "de uma Câmara que não se vende por 30 moedas". A declaração ocorre em meio ao aumento da participação do governo do presidente Jair Bolsonaro na disputa, em favor de Arthur Lira (PP-AL).

— Esta interferência apequena o nosso Parlamento, e eu quero ser presidente da Câmara dos Deputados de uma Câmara que não se vende por 30 moedas, eu quero ser presidente de uma Câmara que possa contribuir com o nosso país — afirmou em evento promovido pela Frente Parlamentar Ética Contra a Corrupção.

Na terça-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que apoia Baleia na disputa, fez críticas semelhantes ao ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Deputados dos partidos do bloco de emedebista vêm sendo abordados pela campanha de Arthur com a promessa de cargos e verbas no governo federal.

A participação do governo Bolsonaro na disputa ficou ainda mais marcada em café da manhã com deputados do PSL na quarta-feira. Na ocasião, Bolsonaro disse que espera "participar e influir" na eleição para a presidência da Câmara.

Na conversa com parlamentares hoje, Baleia disse que, se os deputados querem "exercer seu mandato na plenitude", precisam de uma Câmara "independente" e que não tenha uma participação "cartorial" nos debates legislativos.

— Não há nenhum tema que será bloqueado, mas não podemos ter uma Câmara cartorial, que apenas carimbe o que vem do Executivo. Nós já demos provas aqui que muitos dos projetos enviados pelo Executivo foram melhorados pelos parlamentares e é dessa forma que eu quero conduzir a Câmara — disse. eleição congresso