Balneário no Piauí recebe 100 mil peixes para conter ataque de piranhas

Barragem recebeu 100 mil tilápias para controlar superpopulação de piranhasOs banhistas que procuravam descanso e diversão na barragem do Bezerro – no município de José de Freitas (a 52 quilômetros de Teresina), no Piauí – sofreram ataques de piranhas nos últimos dois meses. Pelo menos cem pessoas deram entrada no hospital da cidade com mordidas no calcanhar e nos dedos dos pés.

Para controlar a superpopulação da espécie, o Ibama e o Sindpesca colocaram 100 mil de tilápias na região. As tilápias têm a função de atacar e servir de alimento das piranhas, sem que elas ataquem o ser humano. Até novembro, a barragem vai receber mais 200 mil peixes das espécies tucunaré e traíra para que a cadeia volte ao equilíbrio.

No último mês, a Semar (Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Piauí) realizou uma pescaria de piranhas com malha de pesca, em caráter excepcional, para ajudar na redução da espécie. A ação coletou duas mil piranhas, que foram distribuídas à comunidade. Do total, 62% eram piranhas (principalmente as vermelhas, mais agressivas) e 10% eram traíra (outro peixe carnívoro). Foram pescados poucos tucunarés e pirandebas.

A superpopulação de piranhas na barragem se deve à pesca irregular de tucunarés e traíras, predadores naturais dos ovos das piranhas. “Essa ação serviu para verificar a quantidade de piranhas, promover um equilíbrio ambiental e ainda oferecer alimento à comunidade. Percebemos que estava faltando alimento para as piranhas. Os ataques eram ocasiocados pela fome”, comenta o engenheiro de pesca e analista ambiental do Ibama Antônio Reis

Outra providência que deve ser tomada pela prefeitura de José de Freitas é a instalação de uma tela de contenção para isolar área de banho com uma tela.

As piranhas são espécies que vivem em praticamente todos os rios do Brasil. “Elas penetram em lagoas marginais e em alguns reservatórios que se comunicam com o rio em épocas de chuva. As piranhas só não pulam quedas d’água com mais de 1,5 metro de altura”, esclarece o analista ambiental.

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