Secretário da OEA exige visitar líder opositor venezuelano que está preso

Washington, 4 mai (EFE).- O secretário geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, exigiu nesta quarta-feira visitar o líder opositor venezuelano Leopoldo López, que está preso.

"Exijo visitar Leopoldo López amparado nos compromissos que Venezuela tem em vigor com o Sistema Interamericano de Direitos Humanos", escreveu Almagro em sua conta no Twitter.

Em outra mensagem na rede social, Almagro afirmou também que "o governo da Venezuela se negou a comprovar o estado de saúde do preso político Leopoldo López" e que sua "família e advogados estão há mais de um mês sem vê-lo".

O governo da Venezuela solicitou na última sexta-feira sua saída da OEA, mas ela não se tornará efetiva antes de dois anos, e por isso o país continua a ser um membro pleno da OEA com todos os direitos e obrigações, ressaltou à Agência Efe na semana passada a Secretaria de Assuntos Jurídicos da entidade.

Entre essas obrigações estão o respeito aos direitos humanos, como estabelece a Carta da OEA, pelo qual a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) poderá continuar a atender casos do país até que a saída seja efetiva.

O governo venezuelano já deixou claro que não participará mais de nenhuma atividade da OEA e que não levará em conta nada do que for aprovado pela organização.

Lilian Tintori, esposa de López, protestou hoje em frente à penitenciária militar onde seu marido está preso para exigir vê-lo. Na noite de quarta-feira, o governo divulgou um vídeo como "prova de vida", em meio a uma série de especulações de que o político tinha sido transferido para um hospital.

Tintori afirmou que o "vídeo da ditadura é falso" e que a única prova que aceitará será ver o marido. Ela também responsabilizou o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, pela integridade física do opositor, por estar em um presídio militar.

Almagro recebeu e apoiou Tintori e outros familiares de políticos presos em Venezuela em várias ocasiões, e é uma das vozes internacionais mais críticas ao governo de Nicolás Maduro, com quem mantém um choque frontal há quase dois anos. EFE