Banco Central reduz taxa básica de juros de 3,75% para 3%

Gabriel Shinohara

BRASÍLIA — O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 3,75% para 3% nesta quarta-feira. É a taxa mais baixa da série histórica.

A decisão respondeu a efeitos da crise do coronavírus, que tem causado incertezas e impactos negativos nas economias do mundo todo.

A Selic é a taxa em que bancos, cartões e instituições financeiras se baseiam para calcular os juros das diferentes modalidades oferecidas aos clientes. Com uma taxa Selic mais baixa, as outras também tendem a abaixar, tornando o crédito mais barato.

Em 3% a taxa é considerada “estimulativa”, no sentido de estimular o crescimento da economia. Com financiamentos mais baratos, por exemplo, empresas e pessoas físicas podem tomar mais recursos para investir em negócios e empreendimentos.

Na pesquisa semanal Focus, do BC, que expõe as expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos, a previsão era um corte de 0,5 ponto percentual (p.p). Para o fim do ano, a expectativa é que a Selic caia mais 0,5 ponto percentual e termine em 2,75%.

A taxa Selic também é o principal instrumento do BC para influenciar na inflação.

Por exemplo, em um cenário de inflação alta, o Banco Central pode aumentar os juros, assim desestimulando a tomada de empréstimos e o consumo, o que diminuiria a inflação. Com a redução dos juros, o BC potencialmente diminui o custo de crédito no país.

Atualmente, a inflação está abaixo do centro da meta, em 3,3%. O centro da meta é de 4%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, pode variar entre 2,5% e 5,5%.