Banco é condenado a pagar R$ 10 mil a cliente que teve biometria fraudada

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Pessoas mexendo em planilha de contas
Banco não conseguiu comprovar que o empréstimo foi solicitado pelo cliente

(Getty Images)

  • Banco é condenado a indenizar cliente em R$ 10 mil

  • Vítima recebeu um empréstimo que não solicitou após ter biometria facial fraudada

  • Instituição também deverá restituir a quantia

O Banco Pan foi condenado a pagar R$ 10 mil por danos morais a um cliente que alega ter tido um empréstimo contratado em seu nome sem tê-lo solicitado. A instituição aponta que o pedido foi feito de forma remota, por meio de biometria facial. 

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A sentença foi dada após a 22ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo entender que não houve cautela da instituição financeira ao liberar os recursos e que a biometria foi usada de forma fraudulenta. O banco também não teria conseguido provar que o empréstimo foi solicitado por seu cliente.

"Deve ficar absolutamente claro que não se comprovou que o autor tenha assinado nenhum documento, tão pouco recebeu qualquer contato para concretizar o negócio e nem foi avisado de qualquer crédito em sua conta, ou mesmo que tenha utilizado seu próprio celular para contratar junto ao banco requerido", explicou na decisão o desembargador Roberto Mac Cracken, relator do caso.

Além da indenização, o banco deverá restituir a quantia à conta da vítima.

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