Banco Mundial anuncia arrecadação de US$ 100 bilhões em fundo para atender países em desenvolvimento

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WASHINGTON — O Banco Mundial anunciou nesta segunda que espera arrecadar US$ 100 bilhões em doações para o fundo da Associação Internacional para o Desenvolvimento.

A iniciativa pretende atender países mais pobres em "trágicas reversões no desenvolvimento" causadas pela pandemia da Covid-19, segundo o presidente do Banco Mundial, David Malpass.

A iniciativa é anunciada no primeiro dia da reunião anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) com ministros da Fazenda de mais de 190 países.

Na manhã desta segunda, o ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, aterrisou na capital americana para o encontro do FMI e do Banco Mundial e também de ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do G-20.

A arrecadação anunciada nesta segunda, de acordo com Malpass, procura mitigar as crescentes disparidades entre economias avançadas e países em desenvolvimento.

As doações, vindas de países desenvolvidos irá reabastecer o fundo AID, atendendo a uma recomendação feita no início de 2021 por ministros de finanças de países africanos.

O banco multilateral de desenvolvimento prevê un crescimento global de 5,7% em 2021 e de 4,4% em 2022.

Entretanto, Malpass afirma que as disparidades entre economias avançadas e países em desenvolvimento foram acentuadas e atrasaram os esforços para reduzir os níveis de extrema pobreza por ano, e até para a década.

— Os dados de alta frequência recebidos apontam para uma desaceleração da atividade global, enquanto há o gargalo persistente de cadeias de suprimentos e ondas da Covid-19 — afirmou Malpass.

Ele complementa:

— O panorama é desafiador para muitos países em desenvolvimento, com a taxa de atraso na vacinação crescendo, inflação, suporte limitado da polític, baixíssima oferta de empregos e escassez que se estende a comida, água e eletricidade.

O presidente do BM afirma ainda que a desigualdade cresce dramaticamente, com expectativa de crescimento de quase 5% na renda per capita em economias avançadas em 2021. Em países de baixa renda, entretanto, a taxa cai para 0,5%.

Segundo Malpass, economias avançadas já estão atingindo patamares pré-pandêmicos de crescimento econômicos. Por outro lado, países em desenvolvimento devem fechar 2022 com crescimento econômico quase 4% abaixo de patamares pré-pandêmicos.

— Estamos testemunhando o que eu chamo de grave reversão no desenvolvimento em muitas dimensões. Processo na redução da quantidade de pessoas vivendo em extrema pobreza recuaram em anos, podendo chegar até a uma década, em algumas localidades — explica.

Malpass também pediu esforços para reduzir os níveis insustentáveis de dívida contraída por muitos países em desenvolvimento. Ele ressalta que a carga de dívida de nações de baixa renda aumentou 12%, chegando ao patamar recorde de US$ 860 bilhões em 2020.

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