Bangladesh levanta confinamento em festival, apesar do recorde de casos de covid

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Pessoas em Sreenagar, Bangladesh, caminham para embarcar em uma balsa que os levará para casa, em 13 de junho de 2021

Bangladesh levantará o confinamiento nacional pelo coronavírus para realizar o segundo maior festival religioso do país, anunciou o governo nesta terça-feira (13), apesar de os contágios terem disparado a níveis recordes.

O Executivo informou que todas as restrições serão aliviadas no país de maioria muçulmana de 169 milhões de pessoas a partir de quinta-feira antes do festival Eid al-Adha, que ocorrerá de 20 a 22 de julho deste ano.

O relaxamento das medidas ajudará a "normalizar as atividades econômicas" antes do festival, disse o Executivo.

Dezenas de milhões de pessoas costumam voltar para suas cidades para celebrar o Eid al-Adha com suas famílias.

Bangladesh impôs um confinamento mais rígido no início de julho, depois que os casos e mortes por covid-19 aumentaram para níveis máximos desde o início da pandemia.

Durante o confinamento, os cidadãos só podem sair de casa em caso de emergência e para comprar itens essenciais, enquanto lojas e escritórios estão fechados.

As autoridades comunicaram na segunda-feira 14.000 novos casos, um novo recorde, enquanto as mortes já superam as 16.600 pessoas. Os especialistas, no entanto, acreditam que o número real é muito maior.

"O comitê (que assessora o governo sobre a gestão da epidemia) considera que este confinamento rígido deveria seguir até que haja uma tendência de queda de contágios", disse à AFP Mohammad Shahidullah, líder deste órgão.

"Poderia causar um desastre. A situação do coronavírus já era preocupante", acrescentou Muzaherul Huq, ex-conselheiro da Organização Mundial da Saúde para o sudeste asiático.

Também existe o receio de que as aglomerações nos mercados para comprar animais e as grandes multidões durante o festival se transformem em focos de propagação.

Até agora, cerca de 4,2 milhões de pessoas em Bangladesh receberam a imunização completa com duas doses da vacina AstraZeneca compradas ou doadas pela Índia. Outras 1,6 milhão receberam apenas a primeira dose.

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