Bangladesh mobiliza guardas na fronteira após violentos protestos anti-Modi

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Membros do grupo radical islamita Hefazat-e-Islam protestam em Chittagong, em 26 de março de 2021

Bangladesh mobilizou guardas na fronteira para ajudar a manter a ordem, após os protestos violentos de um grupo radical islamita contrário a uma visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

A violência, que explodiu na sexta-feira na principal mesquita de Dacca, se ampliou para várias zonas deste país do sul da Ásia, de maioria muçulmana, com 168 milhões de habitantes.

Os confrontos entre as forças de segurança e manifestantes deixaram cinco mortos e vários feridos.

"Por ordem do ministro do Interior (...) um número necessário de guardas de fronteira foi mobilizado em vários distritos do país", declarou à AFP o tenente-coronel Fayzur Rahman.

As manifestações violentas acontecem no momento em que Bangladesh celebra 50 anos de independência, com o governo elogiando os êxitos econômicos do país, ofuscados, segundo os grupos de defesa dos direitos humanos, pelas violações aos direitos.

A visita do nacionalista indiano Narendra Modi, que chegou na sexta-feira a Dacca para a data comemorativa, é alvo de protestos. O primeiro-ministro é acusado de incitar a violência antimuçulmana na Índia, que provocou quase mil mortes no estado indiano de Gujarat em 2002, quando Modi governava o estado.

Modi pretende visitar dois importantes templos hindus em distritos rurais do sul de Bangladesh.

Quatro vítimas dos distúrbios da sexta-feira eram membros do grupo radical islamita Hefazat-e-Islam, que convocou as manifestações a nível nacional. O grupo organizou grandes protestos para exigir a adoção de leis que punam a blasfêmia.

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