Banheiro de estádio onde a seleção treina chama atenção; entenda diferenças culturais na arquitetura

Os estrangeiros que visitarem o estádio El-Arabi, local de treinamentos da seleção brasileira para a Copa do Mundo do Catar neste domingo, podem sentir um certo choque cultural quando frequentar os banheiros. Nas áreas comuns, os cômodos têm uma arquitetura específica, tradicional do local, em especial no quesito sanitário.

Você escala: quais os seus 11 titulares do Brasil na Copa do Mundo

Simulador: você decide quem será campeão da Copa do Catar

Nas áreas de lavatório, não há pias. Espécies de bancos são posicionados sob torneiras, uma construção que pode facilitar a higienização não só das mãos, como também de outras partes do corpo. Em alguns países islâmicos, é necessário "purificar" mãos, pés e orelhas antes de adentrar mesquitas e outros locais sagrados, voltados à religião, um processo chamado de ablução. Cômodos semelhantes ao do banheiro do estádio por vezes são encontrados na porta de tais templos.

Tabela da Copa: Datas, horários e grupos do Mundial do Catar

Já na sala separada, onde se encontraria o vaso sanitário em países de cultura mais voltada ao Ocidente, há uma estrutura conhecida como "banheiro turco". Trata-se de um buraco no nível do chão. Para utilizá-lo, é necessário se agachar.

Apesar de tradicional, esse tipo de sanitário está em desuso no Catar. Nos hotéis de Doha, incluindo o da seleção brasileira, o vaso segue o padrão tradicional, que também é frequente em casas de cidadão do país.

Em reportagem da revista Casa e Jardim, uma fotógrafa e agente de turismo brasileira, Ana Paula Bauken, moradora do Catar, explicou a situação. O banheiro turco facilitaria o uso com vestimentas típicas mais longas do país.

— Temos, sim, em alguns lugares os banheiros turcos, mas são poucos, inclusive já frequentei diversas casas de cataris e eles usam o vaso sanitário igual ao que nós usamos.