Bar da Nalva, reduto de samba da Lapa, recebe ajuda do público para não fechar as portas

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RIO — Ao lado do fervo da Lapa, mas ao mesmo tempo refugiado na tranquila Rua Silvio Romero, o Bar da Nalva conquistou um público fiel nos últimos anos, principalmente devido às animadas rodas de samba organizadas no local. Entretanto, o bar é mais um dos estabelecimentos afetados pelos efeitos da pandemia do Coronavírus, e a queda de faturamento atualmente ameaça seu funcionamento. Por isso, a clientela e músicos iniciaram vaquinhas online.

Através do link, estudantes da faculdade de medicina da Estácio de Sá lançaram a primeira campanha, que tem como meta arrecadar R$15 mil. O texto diz: "Ola gente, essa vaquinha está sendo criada para ajudar a nossa guerreira , trabalhadora , humilde e eterna med estacio. Nossa Nalvinha esta passando por momentos muito difíceis por conta do covid e precisa da nossa ajuda".

Outra forma de ajuda será lançada pelo grupo Sambachaça, que entre 2015 e 2017 levou milhares de amantes do samba ao bar. O cantor e um dos fundadores da roda, Douglas Lemos, diz que a ideia é vender ingressos virtuais que garantirão entrada para um show assim que a pandemia der trégua.

— Com essa situação da pandemia está sendo muito difícil para ela arcar com os custos. Basicamente só restou o almoço, enquanto o movimento da noite acabou. Muito bacana a ideia do público frequentador de tentar arrecadar e ajudar com as dívidas dela — afirma Lemos.

Depois do sucesso com o Sambachaça, outras rodas de samba também passaram a bater ponto no bar, como o Casa de Marimbondo. Lemos lembra como as festas caíram rápido nas graças do público.

— Se não me engano nossa primeira roda começou com um chá de bebê. Aí começamos a marcar rodas quinzenalmente ou mensalmente. Cresceu muito rápido. No início não tinha nem som amplificado, era no meio da rua, mas depois foi aumentando a estrutura. Lembro que a última roda, em homenagem a Wilson Moreira, os carros mal conseguiam passar por ali. Construímos uma história bonita ali, a gente deve muito a Nalva, que sempre nos recebeu de braços abertos — finalizou o sambista, que garante uma grande roda no final da pandemia.— Quando estivermos vacinados, com certeza vamos fazer uma grande farra inesquecível.

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