Bar do Oswaldo lança vaquinha virtual e voucher de batida para recuperar local após incêndio

RIO — O Rio é uma cidade cercada de bares por todos os lados. Alguns deles são instituições cariocas e contam parte da história da cidade. Prestes a completar 76 anos, o Bar do Oswaldo, na Barrinha, é um deles. Mas, na madrugada do último dia 23, um incêndio lambeu parte do lugar, apagando um pedaço importante da boemia da região.

— Perdemos muitas fotos, diplomas e troféus que contavam a história do bar — diz Rommel Cardozo, dono do bar fundado por seu pai, Oswaldo, otimista com a retomada. — Mas o que queimou foi o corpo físico. O espírito de família e o abraço da galera mantêm o bar funcionando.

Passado o susto — apesar dos prejuízos, ninguém ficou ferido — é hora de reconstruir o lugar, famoso por suas batidas perfeitas, como as de coco, amendoim e de açaí. E para que ele volte a funcionar o quanto antes, algumas iniciativas já estão acontecendo.

Além do PIX (01.843.533/0001-06) foi criado o Bar do Oswaldo Solidário, uma vaquinha virtual para arrecadar contribuições que ultrapassam as fronteiras da cidade. Para contribuir, basta acessar este link. As contribuições podem ser de qualquer valor e também anônimas.

— A nossa meta era sair do zero, e já saímos. Qualquer contribuição é bem-vinda — diz, Rommel, contando que ainda não tem ideia do prejuízo real do incêndio. — Ainda não temos esse número, mas será uma obra grande, que deve bater nuns R$ 800 mil.

Isso porque o imóvel, feito em tijolo e de boa estrutura, tem seguro. Seguro esse que quase foi cancelado anos atrás.

— Tinha ficado chateado uma vez que precisei acionar o seguro por conta de uma enchente, e achei que tivesse cancelado na época. Por sorte, a renovação era automática — lembra Rommel.

Com previsão de reabertura do bar para meados de junho, Rommel encontrou no bar dos amigos o abrigo que precisava para continuar produzindo e vendendo as famosas batidas. O restaurante Concha Doce, também na Barra, ofereceu o espaço para a produção das batidas. Já bares como o Bar da Lapa, na Lapa, vão colocar as batidas no cardápio.

E quem leva o Bar do Oswaldo na memória e no coração vai poder comprar, a partir da próxima semana, vouchers de batidas para serem consumidas logo que o bar voltar a funcionar. Se no cardápio as garrafas eram vendidas por R$ 60, os vales custarão R$ 50. Haja batida para vender.

— Se depender do carinho do carioca, já vendeu — acredita Rommel.

Faíscas de fogos de artifício

De acordo com Rommel, o incêndio pode ter se iniciado após a queda de faíscas de fogos de artifício, que eram carregados por balões. O espaço ficou inerdiado

— O fogo começou de cima para baixo. Na hora que eu cheguei aqui tinha vários balões passando e caindo. Um amigo me disse que, por volta de 4h30, ou seja , uma hora antes, passou um balão com cascatas de fogos bem baixo e sobre o bar. Não sei se isso pode ter sido um fator. O fogo só destruiu a parte de cima — contou Rommel Cardozo.

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Uma perícia no local foi feita por agentes do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para descobrir as causas do incêndio. O caso foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca), que fica a poucos metros do bar.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, profissionais do quartel do bairro foram acionados por volta de 5h40. Um dos responsáveis pelo bar, que estava dormindo no local, conseguiu salvar outros dois homens do incêndio.

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