Barbados se torna república em cerimônia com Rihanna e príncipe Charles

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Barbados's Prime Minister Mia Mottley (L) asks the country's new President Sandra Mason (seated R) to make Barbadian singer Rihanna (C) the country's 11th National Hero during a ceremony to declare Barbados a republic and the inauguration of the country's first president, at Heroes Square in Bridgetown on November 30, 2021. (Photo by Randy Brooks / AFP) (Photo by RANDY BROOKS/AFP via Getty Images)
A primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley (em pé), ao lado da cantora Rihanna (centro), e da nova presidente, Sandra Mason (sentada). Foto: Randy Brooks / AFP.
  • Ilha segue enfrentando desafios herdados do império colonial britânico e da escravidão

  • Primeira-ministra foi criticada por convidar príncipe

  • Nova presidente foi primeira mulher formada em Direito na ilha

Barbados, no Caribe Oriental, se tornou oficialmente uma República nesta segunda-feira (30), de forma que a ilha deixa de ser subordinada ao Reino Unido. O momento foi celebrado em uma cerimônia que teve como convidada a cantora Rihanna, que é barbadiana.

A independência do Reino Unido veio em 1966, quando Barbados foi libertado da monarquia e pode formar um governo republicano.

A primeira chefe de Estado da ilha será uma mulher, Sandra Mason, que atuava como governadora-geral, desde que foi eleita no dia 21 de outubro. Ela fez um juramento ao cargo na noite passada na capital Bridgetown, quando o estandarte real foi substituído pela bandeira presidencial.

Estavam presentes o príncipe Charles, filho mais velho de Elizabeth II, até então rainha da ilha, e a cantora Rihanna. A celebração não foi aberta ao público, mas houve suspensão temporária do toque de recolher regente por conta do coronavírus para permitir que a população também participasse das festividades, que incluíram fogos de artifício disparados de toda a ilha.

A nova república seguirá membro da organização Commonwealth, da qual fazem parte nações que foram integradas ao Império Britânico, segundo o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

"Seguiremos amigos e aliados incondicionais, aproveitando as afinidades e conexões duradouras entre nossos povos e o vínculo especial da Commonwealth", escreveu Johnson em comunicado divulgado na segunda-feira.

A ilha segue um país afetado pelo período colonial e pela escravidão. A influência britânica nessa herança de Barbados estava no centro da decisão de tornar o país uma república.

Ativistas explicam que o processo colonial britânico e a escravidão imposta na ilha estão diretamente ligados à desigualdade que aflige o país hoje.

"A desigualdade econômica, a capacidade de possuir terras e até mesmo o acesso a empréstimos bancários têm muito a ver com as estruturas construídas após o domínio britânico", afirmou Firhaana Bulbulia, fundadora da Associação Muçulmana de Barbados.

Quem é a primeira presidente de Barbados

A nova presidente, Sandra Mason, de 72 anos, foi a primeira mulher admitida na ordem dos advogados de Barbados. Ela iniciou sua carreira como professora, secretária e então advogada, ao se formar em Direito pela Universidade das Índias Ocidentais (UWI), a única universidade pública do país, em 1973. Apenas quatro anos depois, em 1977, se tornou Secretária da Suprema Corte.

Ela chegou ao cargo de governadora geral, a representante perante a rainha, em 2018. Agora, ela terá o cargo mais alto do país e retira das mãos da monarca seus poderes. Ainda assim, ela precisará atuar juntamente com a primeira-ministra, Mia Mottley.

"A educação em Barbados é gratuita, você pode conseguir o que quiser e por isso senti que era minha responsabilidade retribuir com algo", afirmou ela.

Em 2020, Mason pronunciou o "discurso do trono" anual, que foi escrito pela primeira-ministra, no qual declarou que havia chegado o momento de "deixar completamente para trás nosso passado colonial".

"Os barbadenses querem um chefe de Estado barbadense. Esta é a declaração máxima de confiança em quem somos e no que somos capazes de alcançar", disse.

Mottley foi criticada por convidar o príncipe Charles para a cerimônia de posse de Mason e também de conceder a ele Ordem da Liberdade de Barbados, a mais alta honraria nacional.

"A família real britânica é uma fonte de exploração nesta região e, até agora, não ofereceram um pedido formal de desculpas ou qualquer tipo de reparação pelos danos sofridos, não vejo como alguém da família pode receber este prêmio", explicou Kristina Hinds, professora de Relações Internacionais da UWI.

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