Barbara Fialho, sobre relação à distância com filho de Bob Marley: 'Minha vida está em pausa'

Extra

Antes do distanciamento social ser sugerido no Brasil como forma de retardar o avanço do novo coronavírus, em março de 2020, Barbara Fialho sabia que estava num momento decisivo de sua carreira como cantora. Modelo de sucesso, a mineira, de 33 anos, iria participar do quadro “Show dos famosos”, no “Domingão do Faustão”. “Seria uma oportunidade de tornar meu rosto conhecido do grande público. Afinal, eu entraria na sala das pessoas”, observa. A atração, assim como tantas outras coisas, acabou sendo cancelada e a garota de olhos de gato se dedicou exclusivamente à maternidade. “Há cinco anos, iniciei essa aventura na música. Fiz shows em palcos bacanas e cheguei a gravar com Seu Jorge. É algo realmente importante para mim.”

Enquanto espera o fim da pandemia, Barbara divide sua atenção entre os trabalhos de modelo e Maria, sua filha de 1 ano e 7 meses com o jamaicano Rohan Marley, herdeiro da lenda do reggae Bob Marley, com quem é casada desde março de 2019. “Apesar de todo caos mundial, os últimos 12 meses foram muito especiais. Pude acompanhar a evolução da minha filha. Vi nascer seu primeiro dentinho. Estava lá no momento em que ela engatinhou... Essas coisas não se repetem. Todo o resto dá para recuperar”, diz a modelo. “Mas confesso que foi difícil manter a positividade. Quando a energia caía, bastava olhar para a carinha de esperança da Maria para me recarregar novamente. Ela é meu antídoto para tudo.”

Por causa da crise sanitária, a família Fialho-Marley está separada — fisicamente. Rohan está em Miami, cuidando de seus negócios; Barbara, num apartamento em São Paulo. “Vim para o Brasil, em fevereiro do ano passado, por causa do programa do Faustão. E não vi mais meu marido. É muito difícil manter um relacionamento nessa situação. Mas como Maria é tudo para mim, tento focar apenas na menina. E ainda há o fato de eu não me sentir tão feliz em Miami. No período em que morei lá, minha produtividade diminuiu à beça, não tinha essa ajuda da minha mãe para cuidar da bebê... Meu plano é que estejamos todos juntos em breve. O amor por meu marido é gigante, absurdo. Sou capaz de fazer tudo por ele. Tento controlar a ansiedade para não destruir algo que é tão bom. Mas, no fim, a sensação é que minha vida está em pausa.”

Firme, sem perder a doçura, a mineira acrescenta: “Não sou alguém que busca a solução para as coisas em outra pessoa. A responsabilidade é minha, principalmente porque tenho uma filha. Quero que Maria seja uma típica brasileirinha, que come arroz e feijão, e fluente em português. Nossa língua tem uma malemolência deliciosa.”

A maternidade mudou a maneira de Barbara enxergar a profissão de modelo, que exerce há 18 anos. Hoje, ela afirma que “se joga” muito mais numa sessão de fotos. “Para eu ficar longe da minha menina, tem que valer a pena. Não meço esforços para a campanha ficar incrível”, diz. “Ao longo da pandemia, pude ver ainda o desespero do mercado. Não está sendo fácil manter um negócio de pé. Mas, juntos, vamos superar isso. Nos últimos meses, aliás, tenho trabalhado bastante, três vezes por semana, no mínimo, sempre tomando todos os cuidados possíveis”, observa a top, que já desfilou para as grifes Dior, Alexander McQueen, Givenchy, Missoni e Bottega Veneta. Porém, foi na passarela da Victoria’s Secret que virou um nome realmente pop.

Entre 2012 e 2018, Barbara foi a modelo de prova da marca americana de lingerie, sendo testemunha ocular de grandes momentos da etiqueta, como as negociações para ter a cantora Lady Gaga no show, em 2016. Ela também viu a derrocada da casa, que perdeu espaço ao não promover a diversidade. No mundo da Victoria’s Secret, somente mulheres altas e magras tinham vez. “Reconheço que faltou dialogar com a diversidade. Parecia que o sonho não era para todas. Eu mesma era tida como exótica no início de nossa parceria. Para reverter esse quadro, acredito que a grife deveria olhar para sua própria história, repensar alguns pontos e abrir uma discussão sincera.”