Bares e restaurantes vão à Justiça para seguir norma do governador, que estende funcionamento até 23 horas

Selma Schmidt
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RIO — Representantes de bares e restaurantes estão aguardando publicação em Diário Oficial extraordinário do novo decreto do prefeito Eduardo Paes ampliando as medidas de combate à pandemia para ingressar com um mandado de segurança. A Liga Independente dos Bares e Restaurantes do Rio (Libre), que reúne cerca de 300 estabelecimentos da cidade, incluindo os da Rua Dias Ferreira, no Leblon, e os da Avenida Olegário Maciel, na Barra, promove manifestação na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.

Como fizeram quando Paes, determinou o fechamento de bares e restaurantes às 17h (depois, ampliou para 21h), querem que a Justiça conceda liminar para que os estabelecimentos possam funcionar até 23h, como consta de ato do governador Cláudio Castro. Paes quer manter os locais fechados.

— Quero registrar que, em momento algum, o prefeito dialogou com a categoria. Fomos pegos de surpresa com o decreto restringindo o funcionamento até 17h. Ampliaram até 21h. Agora, o prefeito entrou numa discussão política com o estado — afirma Alessandro Carracena, advogado da Libre. — No início de sua gestão, o prefeito editou o decrero 43.491, fixando até 30 dias para a Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico criar um plano para a reabertura das micro e pequenas empresas e para impedir o fechamento de novos estabelecimentos. No mandado, pedimos que cumpra esse plano ou que bares e restaurante sigam o decreto do estado.

Na queda de braço com os prefeitos do Rio e Niterói, o governador Cláudio Castro programou uma ida à Assembleia Legislativa esta tarde, para uma reunião reservada com o presidente André Ceciliano e outros deputados. Depois, pretende ter um encontro virtual com deputados e representantes do Tribunal de Justiça.

A publicação de edições extra dos Diários Oficiais do estado e da prefeitura do Rio, com decreto de Castro e Paes, é esperada para esta segunda-feira.