Barqueata protesta por saneamento básico e recuperação das lagoas da Barra

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RIO — O jacaré flagrado nadando em meio a poluição de uma das lagoas da Barra preocupa. O mau cheiro também é difícil de disfarçar. E a demora no início de obras de saneamento básico na região fez com que integrantes do Movimento Baía Viva, associações de pescadores e barqueiros, além de pesquisadores e moradores da Zona Oeste colocassem os barcos nas águas para um protesto. É que no fim de 2019, foi aprovado um Termo de Ajustamento de Conduta para que o governo do estado retomasse investimentos na região. A pandemia permitiu que o cumprimento das metas previstas fosse adiado por um ano. Depois, com o leilão de concessão da Cedae, o edital feito pelo BNDES não incluiu uma cláusula para determinar a obrigatoriedade de cumprir as metas previstas. A decisão irrita ambientalistas.

— Da primeira barqueata feita em 2018 para cá, claramente temos muito mais lixo plástico nas águas. A poluição está intensificada. Vivemos crises hídricas excessivas no Rio de Janeiro. A ocupação irregular das margens é crescente. Casas, que viram prédios, acabam gerando mais esgoto do que o planejado. E há diversos condomínios operando na ilegalidade e despejando dejetos direto nas lagoas. Não há fiscalização. Estamos aqui também para lembrar que as metas de saneamento básico na região foram documentadas, aprovadas, acordadas juridicamente. E a empresa que ganhou a concessão (a Igá) precisa cumprir todos os investimentos — diz Sérgio Rodrigues, do Movimento Baía Viva.

Entre os benefícios esperados pelas intervenções e obras de saneamento que estão planejadas, destacam-se a recuperação ambiental das lagoas, a melhoria das condições de via, resgate de usos de lazer e da prática de esportes, a conservação de espécies de animais e da avifauna e a melhoria da balneabilidade das praias da Barra da Tijuca.

— O jacaré até está ali sobrevivendo, mas o turista não vai querer pagar para o mau cheiro. Tem dinheiro sendo desperdiçado também. E defendemos que o monitoramento de recursos hídricos passem a ser feitos pelas universidades. Não dá para confirar em dados dos órgãos ambientais. As universidades têm olhar técnico e científico do que de fato precisa ser feito. Porque também não vai adiantar virem com obras mal feitas e equivocadas, porque não vamos aceitar.

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