Barra e Recreio oferecem boas opções para aluguel por temporada no verão

Danilo Perelló
Perto da praia. O cientista social Irineu Belo Balbi é anfitrião de dois imóveis na região e resolveu entrar neste mercado e m 2008

RIO — Quando chega janeiro no Rio, uma coisa é certa. O calor do verão carioca não aquece apenas as praias, mas também o mercado de aluguel de imóveis por temporada. E a cada ano a tendência se confirma. Moradores e proprietários alugam para turistas de diferentes partes do país, do mundo e até da própria região metropolitana do Rio.

— As pessoas estão perdendo o receio de alugar a sua casa ou um imóvel que tenha como investimento. Isso era um tabu há dez anos. Achavam que iam destruir o apartamento. Mas isso foi mudando — analisa o cientista social Irineu Belo Balbi, que aluga um imóvel na Barra e outro no Recreio.

A tendência vem crescendo junto com a popularização de aplicativos e sites para anunciar os imóveis, como o AlugueTemporada e o Airbnb.

— A região da Barra tem uma peculiaridade de ter tanto um perfil de cidade, com grandes eventos, quanto o perfil de balneário — explica Georgia Barcellos, gerente de marketing sênior da América do Sul do AlugueTemporada, que aponta outras vantagens para 2020. — o carnaval será mais tarde, empurrando o fim do verão para frente, e ainda haverá muitos feriados, o que movimenta o mercado.

Segundo Sarah Galvão, gerente de marketing da América Latina do Airbnb, há ainda pessoas que viajam e alugam a própria casa, ajudando nos custos da viagem. Para quem pretende começar a alugar, ela já adianta uma dica:

— A descrição precisa ter o máximo possível de informações. Para algumas pessoas, não ter elevador no prédio não tem problema algum. Para outros, sim.

O aquecimento desse mercado também tem feito proprietários tirarem os imóveis de aluguéis convencionais de moradia para oferecê-los por temporada. Foi o que fez no último ano o corretor Marcelo Dreher com o seu apartamento no Recreio:

— Se alugo duas semanas, já vale mais. E se alugo o mês todo avulso, consigo 300% do que ganharia. Funciona como um 13º. Já tive reservas de pessoas do Rio mesmo ou da Baixada, que querem passar um fim de semana perto da praia, mas também buscam o conforto de não voltar no mesmo dia.

Para Edison Parente, vice-presidente comercial da administradora de imóveis Renascença, a tendência já é realidade:

— Perdemos cerca de 20% de proprietários nas regiões Barra, Recreio e Zona Sul para alugar por temporada.

As datas de réveillon e carnaval são as que mais podem impactar nos valores da hospedagem. Nos imóveis de Balbi, por exemplo, as diárias sobem de R$ 360 para R$ 380 e de R$ 380 para R$ 400. Mas a diferença também pode chegar a 80% para as datas mais procuradas. Em geral, os sites e aplicativos costumam sugerir valores a quem quer anunciar seu imóvel, mas a pessoa pode colocar o valor que achar justo para a diária.

SIGA O GLOBO-BAIRROS NO TWITTER ( OGlobo_Bairros )