Barraqueiros oferecem wi-fi para atrair clientes em praia da Zona Sul do Rio

Geraldo Ribeiro
Robson: wi-fi é diferencial da barraca

Banhistas que vão à praia do Arpoador não precisam ficar desconectados enquanto tomam um banho de sol. A conexão com o wi-fi é oferecida juntamente com a cadeira de praia, por pelo menos sete barraqueiros daquele trecho da Zona Sul carioca. Normalmente não há nenhum acréscimo no preço. A ideia, segundo os ambulantes, é garantir um diferencial para sua clientela.

— A ideia é oferecer um diferencial e dar mais um conforto ao freguês. Umas pessoas já chegam perguntando pelo wi-fi, enquanto outras só descobrem depois que oferecemos o serviço — explica o barraqueiro Kleber Freiras Silva, que está há 13 anos no Arpoador.

Na sua barraca, o cliente paga R$ 5 pelo aluguel da cadeira já com a conexão incluída. Sem se desgrudar do smartphone, nem nas areias do Arpoador, o técnico de enfermagem Lorram Portugal, de 22 anos, acha que a conexão com a internet é necessária em qualquer lugar, inclusive na praia.

— Hoje em dia ninguém se desliga, onde quer que esteja. Não dá mais para viver desconectado. Praticamente virou um vício — defende o jovem, que mora na Tijuca.

Na barraca ao lado, Robson da Silva Neto, de 40 anos, diz que introduziu a novidade há quase dois anos. Lá o preço é um pouco mais salgado: R$ 15. Mas ele justifica dizendo que atende uma clientela diferenciada, que inclui artistas, e são pessoas que em geral vão por indicação ou fazem a reserva da cadeira por telefone.

— Hoje em dia a tecnologia é tudo. As pessoas querem vir para a praia e ao mesmo tempo não deixar de cuidar de suas coisas. Tem gente inclusive que usa a internet para trabalhar, mesmo quando está na praia — argumenta o barraqueiro.

Em alguns casos, o serviço é oferecido por meio de roteamento. Em outros, é o próprio barraqueiro que coloca a senha para o banhista.