Barroso diz que as Forças Armadas 'estão sendo orientadas a atacar e desacreditar'

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Brazil's Minister Luis Roberto Barroso speaks during a meeting at the Supreme Electoral Court (TSE) to vote on the registration of presidential candidate, Luiz Inacio Lula da Silva for the 2018 election, in Brasilia, Brazil August 31, 2018. REUTERS/Adriano Machado
Ministro participou do Brazil Summit Europe neste domingo (24) e falou sobre instituições democráticas Foto: REUTERS/Adriano Machado.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste domingo (24), durante o Brazil Summit Europe, que vê as Forças Armadas sendo orientadas para atacar o processo eleitoral brasileiro, as informações são do jornal O Globo.

Durante a sua fala, o ministro falou que o Brasil vive um populismo autoritário e relembrou o desfile de tanques na Esplanada dos Ministérios, no ano passado, e ataques do Presidente Bolsonaro às urnas eletrônicas.

"Um desfile de tanques é um episódio com intenção intimidatória. Ataques totalmente infundados e fraudulentos ao processo eleitoral. Desde 1996 não tem nenhum episódio de fraude. Eleições totalmente limpas, seguras. E agora se vai pretender usar as Forças Armadas para atacar. Gentilmente convidadas para participar do processo, estão sendo orientadas para atacar o processo e tentar desacreditá-lo", disse Barroso em palestra para a universidade alemã.

O ministro também relembrou que no período de redemocratização as Forças Armadas recuperaram o prestígio, mas que vê como um risco real a politização de militares “eu fui um crítico severo do regime militar, militante contra a ditadura, nesses 33 anos de democracia, se teve uma instituição de onde não veio notícia ruim foi às Forças Armadas. Gosto de trabalhar com fatos e de fazer justiça”.

Barroso falou por quase uma hora sobre democracia, desinformação e as instituições brasileiras. E ressaltou que o país passa pela ascensão do “populismo autoritário”. Ele foi questionado por um estudante sobre “sequelas” do governo Bolsonaro e admitiu que o país passa por um momento de desprestígio internacional.

Sobre o recente caso do Daniel Silveira, condenado a oito anos de prisão pelo STF e ao pagamento de multa de R$200 mil, mas que teve sua pena perdoada pelo indulto presidencial, oferecido pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro afirmou que o caso voltará a Corte, mas que não pode emitir opiniões sobre o tema.

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