Barroso diz que prevenção contra hackers contribuiu para instabilidade do e-título e relata tentativa de ataque

CONSTANÇA REZENDE
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VALPARAISO, GO,  BRASIL,  15-11-2020 - Eleições 2020. O presidente do TSE, Ministro Luis Roberto Barroso, e o vice presidente, Ministro Edson Fachin, visitam estandes do Projeto Eleições do Futuro, que busca novas tecnologias para o sistema eietoral, como plataformas de voto online e reconhecimento facial. A demonstração ocorreu em um colégio militar em Valparaíso (GO), cidade no entorno de Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2011151300702469
VALPARAISO, GO, BRASIL, 15-11-2020 - Eleições 2020. O presidente do TSE, Ministro Luis Roberto Barroso, e o vice presidente, Ministro Edson Fachin, visitam estandes do Projeto Eleições do Futuro, que busca novas tecnologias para o sistema eietoral, como plataformas de voto online e reconhecimento facial. A demonstração ocorreu em um colégio militar em Valparaíso (GO), cidade no entorno de Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2011151300702469

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Luís Roberto Barroso, disse que as medidas tomadas pelo órgão para prevenir a invasão de ataques contribuíram para a instabilidade no aplicativo e-título neste domingo (15).

Mesmo assim, houve uma tentativa de derrubada do sistema do tribunal neste domingo. Segundo o ministro, o ataque foi totalmente neutralizada pelo TSE com a ajuda de empresas de telefonia.

Segundo o ministro, a origem da investida teria sido provavelmente de fora do país e "com um grande volume de tentativas", mas não entrou em maiores detalhes.

Sobre a instabilidade do aplicativo do TSE, Barroso disse que, por conta da invasão da rede do STJ (Superior Tribunal de Justiça) na semana passada, o TSE resolveu desligar um de seus dois servidores da rede.

A medida, que era para reforçar a segurança do sistema do tribunal, acabou causando sobrecarga no servidor. Mais cedo, o ministro havia atribuído o problema à instalação do aplicativo das eleições aos eleitores "que deixaram para baixar em cima da hora".

"Obviamente, houve um subdimensionamento ou problema técnico, sobretudo causado pelo desligamento de um dos servidores, uma coisa que não queria que tivesse acontecido, mas ocorreu. Tivemos uma dificuldade e vamos consertar já para o segundo turno", disse.

Antes de reforçar a segurança, o TSE relatou que sofreu um ataque a dados pessoais de servidores, depois da invasão ao STJ. O caso ainda está sob investigação.