Barroso sobre ameaça de Braga Netto: “Temos uma Constituição em vigor”

·2 minuto de leitura
Presidente do TSE, Luis Roberto Barroso, em entrevista coletiva
Presidente do TSE, Luis Roberto Barroso (Foto: APU GOMES/AFP via Getty Images)
  • Presidente do TSE, Luis Roberto Barroso afirmou nesta quinta que “temos uma Constituição em vigor”

  • Ele comentou notícias de que ministro da Defesa teria condicionado. as eleições de 2022 ao voto impresso

  • Walter Braga Netto teria feito ameaça de golpe ao Presidente da Câmara, Arthur Lira, segundo jornal

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta quinta-feira (22) que o país tem uma Constituição em vigor, ao comentar notícia de que o ministro da Defesa, general Braga Netto, teria condicionado as eleições de 2022 ao voto impresso e auditável, embora a urna eletrônica seja auditável.

A informação divulgada pelo jornal Estado de S. Paulo é que o recado teria sido dado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no último dia 8, por meio de um interlocutor. O ministro da Defesa estaria acompanhado na ocasião de chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Leia também:

“Conversei com o Ministro da Defesa e com o Presidente da Câmara e ambos desmentiram, enfaticamente, qualquer episódio de ameaça às eleições. Temos uma Constituição em vigor, instituições funcionando, imprensa livre e sociedade consciente e mobilizada em favor da democracia”, assinalou Barroso, em uma rede social.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

Em um evento nesta manhã, Braga Netto garantiu que não se comunica com presidentes de outros Poderes por meio de interlocutores e garantiu que as Forças Armadas sempre irão atuar dentro dos limites da Constituição.

“Acredito que todo cidadão deseja maior transparência e legitimidade no processo de escolha de seus representantes. A discussão sobre o voto eletrônico e auditável, por meio de comprovante impresso, é legitima e está sendo analisada pelo Congresso”, completou, ao ler a íntegra de uma nota que, segundo ele, será publicada no site do Ministério da Defesa.

O presidente da Câmara também negou que teria recebido o recado do ministro da Defesa.

“A despeito do que sai ou não na imprensa, o fato é: o brasileiro quer vacina, quer trabalho e vai julgar seus representantes em outubro do ano que vem através do voto popular, secreto e soberano. As últimas decisões do governo foram pelo reconhecimento da política e da articulação como único meio de fazer o país avançar”, escreveu o líder do Centrão, em uma rede social.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.
Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos