Barroso suspende decisão que autorizou condução coercitiva do empresário Carlos Wizard

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL, 25-10-2013 - O empresário Carlos Wizard Martins. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL, 25-10-2013 - O empresário Carlos Wizard Martins. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a própria decisão que havia autorizado a condução coercitiva do empresário Carlos Wizard para prestar depoimento na CPI da Covid.

A comissão parlamentar de inquérito do Senado havia autorizado a condução forçada do empresário no último dia 18 de junho, logo após ele ter faltado à convocação para depor.

Como Wizard se comprometeu em ir à CPI no próximo dia 30, Barroso afirmou que não é mais necessária a autorização para que ele seja conduzido coercitivamente.

"Tendo em vista que o paciente assumiu o compromisso expresso de comparecer perante a CPI referida, tenho por injustificada e desnecessária, neste exame cautelar da causa, a manutenção da ordem de condução coercitiva do paciente", disse.

O ministro, porém, afirmou que como ele irá à comissão na condição de investigado poderá permanecer em silêncio e exercer o direito de não se autoincriminar.

Wizard está na mira da CPI porque seria um dos integrantes do "gabinete paralelo" que atuou sem vínculo formal com o governo no assessoramento da gestão da pandemia da Covid-19 e defendeu a difusão do uso da hidroxicloroquina, que não tem eficácia comprovada no combate ao coronavírus, para conter o avanço da pandemia.

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