Base do Cruzeiro vive dias de tensão com temor de demissão em massa

Crise financeira do Cruzeiro já afeta as categorias de base do clube (Foto: Thomas Santos/AGIF)

A grave crise financeira pela qual passa o Cruzeiro atingiu em cheio a base do clube, tanto que a equipe sub-20 ficou fora da Copa Ipiranga, tradicional competição da categoria sempre disputada em dezembro, no Rio Grande do Sul. Sem recursos para bancar os custos da viagem e estadia dos atletas e comissão de base, a Raposa optou por não participar da edição 2019 do torneio. A decisão criou um ambiente de tensão e medo entre os funcionários que trabalham na Toca da Raposa I, local de treinamento das categorias de base celeste.

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Desde a decisão da diretoria, ficando fora de uma competição conquistada pelo Cruzeiro em três oportunidades, ainda quando levava era chamada de Campeonato Brasileiro sub-20, o temor é por muitas demissões nas próximas semanas. Como falta dinheiro e a direção do clube já avisou que 2020 será um ano para reorganizar o clube financeiramente, a tendência é por demissão em massa nas equipes de formação celeste.

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Atualmente, o Cruzeiro conta com seis equipes na base, que é comandada por Amarildo Ribeiro, colocado no cargo por Itair Machado, que foi vice-presidente de futebol do clube. O desejo de Zezé Perrella, gestor do futebol cruzeirense, é que o número de equipes seja reduzido para somente três.

Na visão do dirigente da Raposa, uma solução mais barata é fazer parcerias com clubes do interior e também de outros estados. Assim, o Cruzeiro bancaria parte dos custos dos parceiros e teria preferência para receber os jogadores de maior de destaque. Caso coloque a ideia em prática, certamente a quantidade de atletas e funcionários da Toca I será reduzida.

Custo de R$ 24 milhões por ano

Os gastos do Cruzeiro com as categorias de base são elevados. O clube gasta cerca de R$ 2 milhões por mês para manter equipes, funcionários e a Toca da Raposa I. A quantia foi revelada por Zezé Perrella, em entrevista ao globoesporte.com. Por ano, a base cruzeirense consome R$ 24 milhões. O dirigente celeste considera o valor elevado e já adiantou que em 2020 será preciso reduzir bastante a verba destinada para a formação de atletas.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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