José Neto fala em trabalho e animação antes de conhecer rivais no Pré-Olímpico Mundial

Gustavo Loio
Multicampeão pelo Flamengo, José Neto conquistou o ouro no primeiro desafio com a seleção feminina: o Pan de Lima

Quando foi apresentado, no fim de maio, pela seleção brasileira feminina de basquete, após ter vencido praticamente tudo pelo Flamengo, José Neto reconheceu ter sido surpreendido pelo convite. Seis meses depois, o saldo é mais que positivo. Sob o seu comando, a equipe não só ganhou o ouro no Pan de Lima, o primeiro desde 1991, como ficou em terceiro na Copa América e avançou no Pré-Olímpico das Américas.

Justamente por ter ficado entre as melhores nesse último desafio, as comandadas de Neto estão ainda mais próximas de Tóquio-2020. E, nesta quarta-feira, a seleção conhecerá quais serão os desafios da equipe no Pré-Olímpico Mundial, em fevereiro 2020. As possíveis sedes são China (Foshan), Sérvia (Belgrado), França (Bourges) e Bélgica (Ostend).

— Chegamos nesta fase tendo cumprido bem as etapas e fortalecidos. Mas temos a ciência de que para dar mais esse passo, precisamos construir nossa classificação com uma boa preparação e jogar muito bem, porque as equipes já estão se preparando há anos. Enfim, temos muito trabalho e dificuldades mas também temos motivos para estarmos muito animados para superar mais este desafio — contou Neto.

Ao todo, 16 países disputam o Pré-Olímpico, sendo que dois já estão asseguradas em Tóquio: EUA, atuais campeões, e as anfitriãs. Serão 10 vagas em jogo.

No Pré-Olímpico masculino, o Brasil também conhecerá, por sorteio, seus rivais e a sede.

— Já sabemos que podemos jogar com Croácia, Itália ou Eslovênia. A Croácia é um pouco mais forte, jogadores NBA, mas não tem a posição de armador bem coberta — analisa o treinador Aleksandar Petrovic.

O funil será ainda mais estreito do que o feminino: 24 seleções disputam quatro vagas para os Jogos de Tóquio em 2020.