Basquete e grafite são ferramentas de projetos sociais no Jacarezinho e na Pavuna

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RIO — Cores e traços que iluminam ruas, espaços e vidas. Jogos e movimentos que impactam positivamente a jornada de crianças e adolescentes. Arte e esporte como ferramentas transformadoras de territórios que clamam por socorro. Dois projetos sociais criados por jovens da Zona Norte foram contemplados com recursos da Agência de Redes para Juventude, e o que era sonho virou realidade.

Neste sábado (11), um mutirão dá cor a ruas da Pavuna com a arte que nasce a partir das tintas, mais precisamente das latas de spray. Idealizado pela moradora do bairro Andressa Gandra, de 21 anos, o Do Beco tem como objetivo deixar um legado de beleza para a comunidade local, além de combater o preconceito que ainda ronda este tipo de manifestação cultural. No próximo sábado (18), será a vez do arremesso inicial do Contra-Ataque, ação que acontece no Jacarezinho graças à iniciativa de Thiago Nascimento, de 22 anos, nascido e criado na favela, onde mora, e que visa a oferecer oficinas de basquete para estudantes de escolas públicas da região.

Coordenadora da Agência de Redes para Juventude, Veruska Delfino explica a metodologia usada para selecionar os projetos que foram beneficiados com uma ajuda de custo de R$ 4 mil.

— Um dos nossos territórios prioritários de ação é a Zona Norte, sobretudo em favelas com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e grande percentual de evasão escolar. É a primeira vez que estamos com um trabalho no Jacarezinho. O Thiago nos apresentou o seu projeto de impacto social através do esporte que tem como objetivo criar um time, o Jacaré Basquete. Ele chegou até nós antes mesmo da chacina (ocorrida em 6 de maio deste ano), mas entendemos que era o momento de agir nesta região. Thiago foi um jogador profissional e viu o esporte impactar a sua vida de forma positiva em vários aspectos, inclusive no seu acesso à universidade. Por isso, quer fazer o mesmo por outros jovens da comunidade —diz.—No campo da arte, a ação criada pela Andressa é a de fazer um museu a céu aberto na Pavuna. O mutirão está marcado para hoje, mas outras intervenções estão previstas para acontecer nos próximos dias, inclusive em escolas.

O Do Beco inclui ainda a produção de um documentário para ser exibido em instituições de ensino.

— Durante a realização desta experiência artística na Pavuna, um filme vai ser rodado para que os alunos entendam que grafite é arte e que não tem ligação com atos de vandalismo — ressalta Veruska.

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