Batata de Marechal recebe mais visitantes após se tornar Patrimônio Cultural do Rio

Menos de uma semana depois de virar Patrimônio Cultural do Estado do Rio, por lei sancionada pelo governador Claudio Castro na última segunda-feira, a Batata de Marechal Hermes ficou ainda mais popular. Uma das iguarias mais famosas da Zona Norte é conhecida, principalmente, pela fartura, com porções que podem chegar a até 3 kg.


— Pelo menos umas 200 pessoas que nunca provaram a batata e nem conheciam Marechal, vieram provar. Essa semana toda eu bati recordes por causa desse título.— disse Ademar de Barros Moreira, que iniciou o legado de sucesso de um dos ícones da comida de rua carioca há 33 anos. — Feliz que não consegui nem acreditar.

Servidas em quentinhas de alumínio, a porção de batata é turbinada com outros ingredientes, como cheddar, linguiça e até frango à passarinho. Um pouco de tudo, desde que seja aos montes. É tanta comida que a quentinha só não dá conta, e é preciso ensacar o petisco. As porções variam entre R$ 15 e R$ 45 e podem chegar a pesar até 3 kg.


— Venho aqui há uns sete anos e o que mais me chama atenção é que além de a batata ser muito boa, é servida de forma farta. Você não paga muito e leva sempre muita coisa para casa. Achei maravilhoso ter se tornado patrimônio do estado, porque informalmente a gente já considerava, então só concretizou o que a gente pensava — disse o vendedor Lucas Henrique.

Lá atrás, quando começou o negócio, Ademar vendia por volta de 5 kg de batata por dia, menos do que duas porções caprichadas nos dias de hoje. Agora, é quase uma tonelada de batata que marcha todo dia da barraca, que funciona das 16h às 2h30. Os números impressionam: são 60 litros de óleo, 22 kg de frango, 20 kg de calabresa e 10 kg de bacon. Para acompanhar, 84 litros de refrigerante, 18 litros de catchup e mais 18 de maionese.


— A tradição da Batata de Marechal já é conhecida há anos e nada mais justo do que legitimar esse empreendimento de sucesso — disse o governador Claudio Castro. — Além disso, é uma forma de valorizar ainda mais a cultura e culinária de rua da Zona Norte, atraindo assim cada vez mais consumidores e turistas para o local.


Ainda que os números tenham crescido de forma impressionante, o processo continua praticamente o mesmo. Uma cozinha de apoio guarda os insumos. Na barraca, uma máquina lava e descasca as batatas. Mas o trabalho de fatiar continua sendo feito artesanalmente. A produção do dia é colocada em um tonel até que vá para a etapa de fritura.

— O segredo é a qualidade. Uso mercadoria boa, óleo novo e batata de verdade, bem sequinha, não uso aquela congelada não — revela Ademar.

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