'BBB 21': todo mundo já foi uma Juliette correndo atrás de um Fiuk

Marcela De Mingo
·5 minuto de leitura
O amor platônico de Juliette com Fiuk tem rendido comentários no Twitter (Foto: Reprodução / 'BBB21')
O amor platônico de Juliette com Fiuk tem rendido comentários no Twitter (Foto: Reprodução / 'BBB21')

Nem uma semana completa de 'Big Brother Brasil 21' e a edição já domina os trending topics do Twitter. O foco até agora tem sido ele, Fiuk, considerado um dos galãs do 'BBB' este ano. Com fama de conquistador tal qual o pai, Fábio Jr., talvez nem fosse possível ser diferente. E, como todo conquistador, já virou o príncipe encantado de alguém. No caso, Juliette.

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Se você não sabe o que aconteceu, a gente explica: logo nas primeiras horas de confinamento, Juliette demonstrou interesse pelo ator e músico, e os dois até trocaram um abraço. Acontece que, como já rolou também com muitos de nós, o crush escalonou rápido e a situação ficou até meio absurda - com a advogada falando sobre casamento e filhos, por exemplo.

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Aliás, Juliette chegou a ser bastante criticada por alguns usuários nas redes sociais por causa do seu comportamento. No entanto, há de se considerar alguns pontos importantes. O primeiro é o confinamento em si. Como já aprendemos em 2020, ficar fechado em um único espaço, sem contato com o mundo externo, pode gerar uma série de sensações, entre elas a carência, o tesão reprimido e até o medo da solidão. Ou seja, qualquer possibilidade de interesse amoroso pode ganhar proporções muito maiores.

Teve quem achou errado a paraibana falar sobre o que sente. Mas errado sob a visão de quem? É verdade que, via de regra, temos o costume de encenar uma série de jogos, de estratégias e de insinuações para dar a entender que gostamos de alguém - ao ponto de ser direto e sincero parecer errado. E talvez o mais complexo seja que essa sinceridade parece também estabelecer uma obrigatoriedade de resposta.

Isso levanta outro ponto que acrescenta à discussão: quem nunca viveu um amor platônico? Quem nunca criou uma fanfic na própria mente, com interações, conversas, beijos e noites acaloradas na própria cabeça? Quem não correu atrás de alguém que encaixava perfeitamente naquela ideia de homem (ou de mulher) perfeito? Que atire a primeira pedra quem nunca teve um amor platônico.

Fato, às vezes, no calor do momento, podemos perder a mão. Forçar um pouco a barra, ir muito pra cima, esperar demais por um retorno positivo ao que a gente sente. No entanto, a questão de lidar com sentimentos é justamente essa: o fato de sentirmos algo por alguém não significa que o outro precisa, obrigatoriamente, sentir a mesma coisa. E, nisso, pode acontecer de cedermos ao absurdo mesmo.

A questão com Juliette é que, no mínimo, ela foi direta sobre o que sentiu e honesta consigo mesma. Um ponto positivo para ela. Ser sincero sobre o que se sente é o primeiro passo para ter relações mais profundas e verdadeiras, independentemente da natureza de cada uma delas, se é romântica, de amizade ou profissional.

Talvez o mais saudável seja, a partir daí, compreender esse outro passo: pode acontecer de o tal príncipe encantando não corresponder ao que a gente sente e o romance ficar só no imaginário mesmo. O nosso papel, a partir daí, é seguir em frente, extrair do que rolou qualquer aprendizado que nos coloque mais próximos de nós mesmos e torcer pela felicidade de todos os envolvidos.

As mulheres lidam com uma questão talvez um pouco mais complexa do que os homens. O ideal de romance perfeito sempre foi estimulado (vide os inúmeros filmes da Disney a respeito), e a ideia de que uma mulher precisa de um príncipe encantado para chamar de seu sempre foi assunto de conversa, mesmo que não com essas palavras. Fiuk foi educado, gentil e somado com a fama que tem (e que, com certeza, não surgiu do nada), o resultado foi o suficiente para que ele encaixasse nesse imaginário ideal que Juliette (e tantas outras) têm na mente.

O único problema é que expectativas muito altas geram frustrações tão grandes quanto, mas só percebemos esse resultado quando o pote de sorvete já passa dias grudado nas nossas mãos enquanto assistimos a mais uma maratona de filmes para chorar enroscadas no sofá da sala (com o perdão do clichê). A boa notícia é que, uma hora, caímos na real e, enfim, seguimos em frente.

É lógico que o "seguir em frente" pode acontecer bem antes do combo sofá + sorvete aparecer no horizonte, mas é impossível, além de cruel, julgar os comportamentos de alguém que, tão claramente, representam apenas em maior escala e de forma mais intensa o que todos nós já sentimos e passamos alguma vez na vida.

Voltando ao começo deste texto, o programa não tem uma semana no ar e muita coisa ainda pode acontecer. Nos resta apenas observar e esperar o desenrolar da história. Mas, independentemente de qual seja, podemos usar o que vemos na TV para lembrarmos das vezes que nós mesmos ficamos apaixonados demais, rápidos demais, depois de um único beijo ou de um instante a mais de atenção, e refletir sobre como crescemos e aprendemos quando o encantamento passou.

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