Bebê infectado com coronavírus tem carga viral 51 vezes maior que outras crianças doentes

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Foto: Getty Images
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Entre os 2 mil bebês com coronavírus no Hospital Nacional Infantil de Washington D.C, capital dos Estados Unidos, um deles nasceu com uma carga viral 51 vezes maior do que outros pacientes pediátricos. As informações são do Washington Post.

Roberta DeBiasi, chefe da área de doenças infecciosas do hospital, alegou que não é possível chegar a nenhuma conclusão a partir de apenas um caso, mas o recém-nascido gerou preocupação nos médicos. Eles puderem identificar a alta carga viram a partir do sequenciamento genético da criança.

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Pesquisadores acreditam que pode se tratar de uma nova variante, chamada N679, que está circulando na região. “Pode ser uma coincidência, mas a associação é bem forte. Se você tem um paciente com exponencialmente mais vírus e é uma variante completamente diferente, é provável que haja uma relação”, declaro DeBiasi. Nos Estados Unidos já foram identificados oito casos da variante.

A criança nasceu em setembro de 2020 e já se recuperou da covid-19. O caso gera preocupação porque, geralmente, crianças não se infectam da mesma maneira que adultos com o coronavírus. O número de doenças graves é baixo. Além disso, as vacinas desenvolvidas até o momento não podem ser usadas em jovens.

Ainda não há evidências de que as novas variantes encontradas, como a N679S, a do Reino Unido, da África do Sul e a do Brasil, sejam mais perigosas para crianças.

A Pfizer anunciou nesta quinta-feira, 25, que está testando uma terceira dose da vacina para evitar a contaminação pelas novas mutações do coronavírus. Nos próximos meses, a empresa deve começar a fazer estudos do uso da vacina em crianças.