Senado americano confirma Becerra na Saúde e Burns como chefe da CIA

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O Senado americano confirmou nesta quinta-feira dois novos membros do governo Joe Biden: Xavier Becerra, primeiro hispânico a se tornar secretário de Saúde, e William Burns para comandar a CIA.

Burns, 64, um dos diplomatas mais experientes do país, obteve amplo apoio de ambos os partidos. Ele foi confirmado por unanimidade pelos senadores e completou a equipe de segurança nacional de Biden.

A diretora da Inteligência Nacional, Avril Haines, elogiou Burns, ex-subsecretário de Estado, referindo-se ao mesmo como "um servidor público extraordinário" que ganhou respeito dentro e fora do governo por suas décadas de serviço aos Estados Unidos.

Durante sua audiência de confirmação no Senado, em janeiro, Burns afirmou que tem um conhecimento profundo da CIA, com a qual trabalhou rotineiramente ao longo de sua carreira. Promotor do diálogo com o Irã que possibilitou o acordo sobre o programa nuclear de 2015, ele considerou que os Estados Unidos deveriam "fazer todo o possível para impedir o Irã de desenvolver uma arma nuclear". Também disse que a "atitude depredadora" do governo chinês representa "o maior desafio geopolítico" para os Estados Unidos.

Diferentemente de Burns, Becerra foi confirmado por 50 votos a 49. "Estou honrado e comovido com a votação de hoje no Senado. Obrigado. Estou pronto para começar a trabalhar", publicou no Twitter esse advogado, 63, de ascendência mexicana.

Os democratas apresentaram Becerra como um defensor dos cuidados médicos que irá melhorar as condições da saúde, a cobertura e a assistência de saúde para todos os americanos. Membro da Câmara dos Representantes por mais de duas décadas e, depois, procurador-geral da Califórnia, Becerra foi um partidário enérgico da política de saúde do ex-presidente Barack Obama, muito atacada pelos republicanos.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que os republicanos se queixaram da falta de experiência de Becerra como profissional médico, embora tenham confirmado Alex Azar, um executivo farmacêutico que "elevou os preços dos medicamentos e tentou minar a legislação de saúde de nossa nação".

Os republicanos também consideraram Becerra muito progressista. "Becerra fez carreira promovendo prioridades da extrema esquerda, como assistência médica gratuita para imigrantes ilegais, fronteiras abertas e aborto sem restrições", declarou o senador republicano Steve Daines no Twitter.

Além de Becerra, cuja mãe tem ascendência mexicana, outros latinos foram confirmados no gabinete de Biden: Alejandro Mayorkas, nascido em Cuba e primeiro hispânico a liderar o Departamento de Segurança Interna (DHS), e Miguel Cardona, de ascendência porto-riquenha, para comandar o Departamento de Educação.

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