Bem com Mancini, Gabriel quer vaga na Libertadores: 'Lugar que o clube merece'

Juliane Santos
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Gabriel em ação pelo Corinthians no Brasileirão 2020. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

Gabriel em ação pelo Corinthians no Brasileirão 2020. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

Jogador que tem identidade no clube, o corintiano Gabriel participou das conquistas do Campeonato Brasileiro de 2017 e também do tri Paulista de 2017, 2018 e 2019. Há quatro temporadas no clube, o volante passou por altos e baixos. Chegou ao clube após a passagem pelo Palmeiras e foi campeão brasileiro com Fabio Carille. Titular naquela campanha. Manteve-se com regularidade no time em 2018, e a partir da temporada seguinte perdeu espaço. Passou a ser questionado por um desempenho afobado.

Esse processo de oscilação ocasionou a potencialização em seu futebol e a volta por cima. O novo técnico do Timão, Vagner Mancini, recuperou o futebol do volante, que se firmou como peça fundamental do meio campo corintiano. As estatísticas dele com Vagner Mancini confirmam a subida de produção ofensiva. A crescente no acerto das ações em campo, nos passes. Nitidamente houve melhorias em sua potencialização defensivamente e ofensivamente. Diminuiu muito os cartões amarelos.

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O Corinthians no brasileirão ocupa a 8° colocação na tabela com 49 pontos, visando a pré-Libertadores. O volante Gabriel falou em exclusividade para o Yahoo Esportes:

Gabriel, há quatro anos você veste a camisa do Corinthians. Nesse período houve muita mudança no clube. Em meio essas mudanças, seu futebol oscilou bastante. Para você, é preciso um trabalho a longo prazo? E como trabalhar com essa cultura imediatista no futebol brasileiro?

R: Essa cultura imediatista faz parte do nosso futebol, mas o ideal é que os profissionais tenham tempo para trabalhar e mostrar o seu potencial. A pressão é grande, mas estamos bem preparados para enfrentar essas situações.

Em 2019 chegou a ocasionar uma transferência sua para o futebol árabe. Mas não se findou. Hoje você aceitaria uma proposta de fora?

R: Minha cabeça está no Corinthians. É difícil falar quando não se tem nada. Depende muito do momento, da proposta, das condições.

Na transição de mudança de modelo de jogo na era Carille x Thiago Nunes. O quanto isso mexeu com vocês, atletas? Afetou mentalmente em campo, no aspecto da pressão por resultados?

R: Pressão no Corinthians sempre vai ter, independente do modelo de jogo. Em relação a isso, os jogadores são inteligentes e conseguem captar o que o treinador passa. Claro que pode demorar um pouco essa mudança, mas o entendimento é tranquilo.

Hoje você é um dos principais jogadores do Corinthians. Assumido corintiano. Qual seu maior desejo nesse atual momento no clube?

R: Atualmente é nos classificarmos para a Libertadores, que é o lugar que o clube merece. Depois é lutarmos para conquistar coisas grandes na temporada que vem.

Vagner Mancini vem fazendo um bom trabalho com repertório. A sua potencialização vem sendo muito vistosa nos jogos. Em qual ponto físico e tático foi melhorado na equipe na chegada do Mancini?

R: É aquilo que você falou anteriormente. Mudança de jogo. Entendemos rapidamente e as coisas fluíram. A confiança que ele nos passou também foi muito importante.