Bem nos EUA e curtindo ‘clima familiar’ de torcida, Ilsinho não pensa em voltar para o Brasil

Ilsinho em aquecimento de jogo do Union (Scott Winters/Icon Sportswire via Getty Images)

Por Vinícius Vale

Campeão por onde passou, o brasileiro Ilsinho aproveitou a onda do investimento no futebol dos Estados Unidos para viver novos ares. Desde 2016, o jogador de 32 anos defende o Philadelphia Union, time da Major League Soccer, e está feliz por lá.

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O jogador, que começou nas categorias de base do Palmeiras atuando como lateral direito, conquistou o Brasileiro em 2006 e 2007 pelo São Paulo e foi para a Ucrânia, onde faturou cinco Campeonatos Ucranianos pelo Shakhtar Donetsk (2008, 2010, 2012, 2013 e 2014), três Copas da Ucrânia (2008, 2012 e 2013), três Supercopas da Ucrânia (2008, 2012 e 2014), além da Copa da Uefa de 2009 (antiga Liga Europa).

Completamente recuperado de um problema muscular que o afastou do início da temporada, o brasileiro agora atua no meio campo e vem assumindo a responsabilidade de ser um dos astros do Philadelphia fazendo assistências e gols, inclusive um deles com direito a drible desconcertante em um alemão campeão mundial em 2014.

Nesse bate-papo com o Yahoo Esportes, o brasileiro fala sobre o momento no futebol dos Estados Unidos e os planos para o futuro.

Você ficou afastado por lesão e voltou com gols e assistências. Fale um pouco do seu momento na MLS e também dos objetivos do Philadelphia Union para esta temporada.

Felizmente, consegui voltar bem depois da lesão. Com a sequência de jogos, recuperei o ritmo de jogo e a confiança, e pude ajudar o Philadelphia Union. O nosso time tem qualidade, mas, infelizmente, vem oscilando e não está conseguindo uma boa sequência de resultados. Estamos trabalhando para ajustar isso e brigar por uma vaga nos playoffs.

Recentemente, os torcedores brasileiros repercutiram o golaço contra o Chicago Fire, quando você aplicou um elástico no alemão Bastian Schweinsteiger. Fale um pouco desse lance.

Eu sempre tive essa característica do drible curto, em espaços pequenos, isso vem do meu início de carreira. Na época do São Paulo, procurava bastante essa jogada e no jogo contra o Chicago Fire consegui o drible em um cara com a história e a qualidade do Schweinsteiger. Ainda tive a felicidade de acertar um bonito chute. Fiquei muito feliz, foi um dos gols mais bonitos da minha carreira.

Você ainda pensa em voltar ao Brasil? Recebeu propostas recentes de clubes brasileiros?

Alguns clubes brasileiros me procuraram neste período, o que me deixou muito feliz, mas, honestamente, não penso em retornar ao país neste momento. Obviamente, sou profissional e não posso nunca fechar as portas. Estou feliz nos Estados Unidos, minha família está completamente adaptada e minha meta é seguir aqui.

Muito se fala sobre o crescimento do público americano no futebol. Você consegue notar alguma diferença desde a sua chegada nessa questão do interesse?

Com certeza. Acho que o interesse dos americanos com o futebol cresce a cada dia que passa. Os times continuam investindo em grandes nomes, os estádios estão cada vez mais cheios, a liga fica cada vez mais disputada. O futebol segue crescendo no país.

O público americano acompanhou a última edição da Copa do Mundo, mesmo sem os Estados Unidos na disputa?

Eles acompanharam sim, mas obviamente que sem a Seleção dos Estados Unidos o interesse foi um pouco menor. Como existem pessoas dos mais diferentes lugares do mundo vivendo aqui, era comum encontrar grupo de torcedores de muitos países se reunindo para acompanhar o Mundial.

A torcida tem uma paixão parecida com os brasileiros, ou o jeito de torcer é diferente?

Os norte-americanos estão cada vez mais ligados no futebol e isso fica cada vez mais claro. Eles torcem com muita animação, levam bandeiras, batuques, mas é um pouco diferente do Brasil. Aqui também existem grupos de torcedores organizados, mais fanáticos, que fazem uma grande festa nos jogos e isso é muito legal, mas eu diria que o estádio aqui é um ambiente muito mais familiar, faz parte de um programa para levar os filhos aos finais de semana.

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