Beneficiário não vai precisar fazer outro cadastro para receber novas parcelas do auxílio

Marcello Corrêa, Daniel Gullino e Leandro Prazeres
Guedes apresentou uma nova proposta: pagar R$ 600 por mês divididos em 4 parcelas

O governo anunciou ontem, em cerimônia no Palácio do Planalto, a prorrogação do auxílio emergencial por dois meses, mas ainda não informou os valores das próximas parcelas. Os repasses adicionais serão feitos entre julho e agosto. Em cada mês, o total transferido a cada beneficiário será de R$ 600, mas os pagamentos poderão ser divididos em até quatro parcelas. Não é preciso fazer novo cadastro para receber os créditos extras. Quem ainda não fez o requerimento, porém, pode fazer isso até amanhã.

A lei que criou o auxílio estabelece pagamento de R$ 600 por três meses, a partir de abril, mas permite que o Executivo prorrogue a duração por decreto. Foi isso que o presidente Jair Bolsonaro fez ontem. Durante a solenidade, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que uma possibilidade é fazer que, na prática, beneficiários recebam uma parcela de R$ 500, outra de R$ 400 e outra de R$ 300. Isso seria feito por meio de quatro parcelas: um pagamento de R$ 500 no início de julho; um pagamento de R$ 100 no fim de julho seguido por outro de R$ 300 no início de agosto (somando R$ 400); e, por fim, outra transferência de R$ 300 no fim de agosto. Guedes não deixou claro se a fórmula é considerada ou já está decidida. O Ministério da Economia disse que os detalhes seriam passados pelo Ministério da Cidadania, que não deu informações.